Uma avalanche de grandes proporções atingiu a região do Himalaia na semana passada e provocou uma das maiores tragédias já registradas na área. A combinação de gelo, água, lama e detritos atingiu localidades próximas à fronteira entre Nepal e China e, até esta terça-feira (1º/9), havia deixado 1.019 mortos.
As autoridades informaram que 1.003 corpos foram encontrados em território nepalês, enquanto outras 16 mortes foram registradas na região autônoma do Tibete. Com comunidades inteiras afetadas pela força da avalanche, equipes de emergência continuam trabalhando nas áreas atingidas para localizar vítimas e pessoas que ainda podem estar vivas.
Milhares seguem desaparecidos após avalanche
O número de desaparecidos chega a 4.462 pessoas, segundo os dados divulgados pelas autoridades. Entre os locais mais afetados está uma usina hidrelétrica, onde centenas de trabalhadores teriam ficado presos dentro de túneis atingidos pelo material levado pela avalanche.
A dimensão do desastre também mobilizou governos de outros países. Entre as pessoas que continuam sem localização estão turistas e trabalhadores estrangeiros que estavam no Nepal e no Tibete quando a tragédia ocorreu.
O governo da Índia procura cerca de 400 cidadãos indianos ou pessoas de origem indiana. Os Estados Unidos, por sua vez, informaram que 85 americanos estão entre os desaparecidos.
Também há estrangeiros de outras nacionalidades na lista de pessoas não localizadas. Os números divulgados apontam 62 ucranianos, 51 malaios, 42 australianos e 33 britânicos.
Os efeitos da avalanche também alcançaram a Índia. Autoridades de Uttar Pradesh localizaram 17 corpos em rios da região. A suspeita é de que as vítimas tenham sido carregadas pela força da água e do gelo, mas essas mortes ainda não foram incorporadas ao balanço oficial do desastre.
