O Tribunal do Júri de São Paulo condenou o médico Alexandre Pedroso e outros dois réus pela participação na morte de Gilianderson dos Santos, assassinado a tiros dentro do Hospital Santo Amaro, no Guarujá, litoral paulista. O crime aconteceu em abril de 2022, quando a vítima estava internada na unidade de saúde após ter sido baleada em um atentado ocorrido dois dias antes.
Segundo a investigação da Polícia Civil, Gilianderson teria sido colocado na mira do chamado tribunal do crime ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A apuração apontou que o médico teria antecipado a alta hospitalar do paciente e mantido comunicação com os envolvidos no crime pouco antes da execução.
Paciente foi morto enquanto estava em cadeira de rodas
A execução aconteceu depois que dois homens entraram na recepção do hospital. Eles se aproximaram de Gilianderson, que estava em uma cadeira de rodas, e efetuaram os disparos. A vítima não resistiu aos ferimentos.
Os responsáveis pelos tiros foram identificados posteriormente como Sandro Vieira Conceição, conhecido pelo apelido de “Patinho”, e Vitor Hugo Assunção, chamado de “Pikachu”.
Alexandre Pedroso, Sandro Vieira Conceição e Vitor Hugo Assunção foram denunciados por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
O julgamento dos três ocorreu em sessão do Tribunal do Júri realizada entre quarta-feira (9/9) e quinta-feira (10/9). Ao final do julgamento, os jurados reconheceram a responsabilidade dos acusados pela morte de Gilianderson.
