Um novo golpe que utiliza pagamentos via Pix está deixando os consumidores em alerta ao realizarem compras online. A fraude modifica o QR Code exibido na página de pagamento de lojas online e redireciona os fundos para uma conta distinta da associada à compra. De acordo com as instruções do Procon-SP, o problema também pode acontecer com o código Pix na opção “copia e cola”. Isso pode levar o consumidor a concluir o pagamento pensando que está transferindo o valor para a empresa onde realizou a compra.
O alerta muda um cuidado que muitos consumidores já incorporaram à rotina: antes de confirmar um Pix, não basta olhar apenas o valor que será pago. É preciso conferir também quem vai receber o dinheiro.




A recomendação do Procon-SP é que o consumidor observe, dentro do aplicativo do banco, os dados que aparecem antes da confirmação da operação. Nome e CNPJ do destinatário devem ter relação com a loja responsável pela venda ou, nos casos em que existe uma empresa intermediadora de pagamentos, com a empresa ou instituição indicada durante o processo de compra.
Como funciona o novo golpe do Pix
A fraude acontece quando o código utilizado para realizar o pagamento é adulterado. O consumidor acessa uma loja virtual, escolhe o produto ou serviço e chega normalmente à etapa de pagamento.
Nesse momento, em vez de utilizar um QR Code legítimo, pode receber um código alterado. O mesmo tipo de problema pode ocorrer com a sequência de números utilizada na opção “copia e cola”.
A aparência do pagamento pode não levantar suspeitas. O consumidor pode visualizar o valor correto da compra e acreditar que a transação está sendo feita normalmente. A diferença aparece nos dados do recebedor apresentados pelo banco. É justamente essa etapa que o Procon-SP considera importante para identificar a fraude.
Nome e CNPJ são sinais importantes
Ao abrir o aplicativo do banco e escanear o QR Code ou colar o código Pix, o consumidor deve verificar quem aparece como destinatário antes de confirmar a operação.
Se o nome ou o CNPJ não corresponderem à empresa onde a compra foi feita, é preciso interromper o pagamento. A mesma atenção deve ser adotada quando o recebedor for uma empresa de pagamentos utilizada pela loja, desde que essa informação esteja de acordo com o processo de compra.
Um destinatário completamente desconhecido é um sinal de alerta.
O Procon-SP orienta que, diante de qualquer divergência, o consumidor não conclua a transação. A conferência dos dados exibidos pelo banco funciona como uma última barreira antes que o dinheiro seja enviado.
O que fazer se o Pix já foi enviado
Quem perceber que realizou um Pix para uma conta que não tem relação com a compra deve procurar imediatamente o banco ou a instituição de pagamento utilizada na operação.
A orientação é informar que a transação ocorreu em razão de um golpe e solicitar a contestação do pagamento e a devolução dos valores por meio do Mecanismo Especial de Devolução, o MED 2.0.
O consumidor também deve entrar em contato com a loja onde realizou a compra. É importante comunicar o problema e registrar todos os contatos feitos durante o atendimento.
