O gerente e o subgerente de um açougue foram presos na sexta-feira (11/9), em Indaiatuba, no interior de São Paulo, sob suspeita de comercializar cerca de 350 kg de carne imprópria para consumo. Segundo a Polícia Civil, os funcionários também trituravam coração de porco e vendiam o produto como se fosse carne moída ou hambúrguer.
Além da venda dos produtos, os investigadores descobriram que os suspeitos utilizavam um composto químico para alterar características das carnes deterioradas. A substância era aplicada com o objetivo de disfarçar a aparência e o cheiro dos alimentos antes que fossem colocados à venda.
Investigação aponta irregularidades no estabelecimento
A fiscalização contou com a participação da vigilância sanitária e de equipes de perícia, que foram chamadas ao açougue para analisar as condições dos produtos e do local.
A ocorrência foi investigada pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da região. Diante da gravidade das suspeitas, a Polícia Civil decidiu não conceder fiança aos dois presos.
O caso foi registrado pelas autoridades como crime contra a saúde pública, crime contra as relações de consumo e organização criminosa.
Os investigadores apuram ainda a extensão das atividades realizadas no estabelecimento e a quantidade de produtos que pode ter sido comercializada de forma irregular.
