Tiago Leifert comentou o manifesto assinado por clubes brasileiros de futebol sobre uma possível redução ou fim da presença das casas de apostas no esporte. Em seu canal no YouTube, o apresentador afirmou que o futebol não deixaria de existir sem o dinheiro das bets, mas teria de encontrar novas formas de financiar suas atividades.
O que Tiago Leifert falou sobre as bets?
Leifert reagiu à ideia de que uma mudança nas regras das apostas poderia representar o fim do futebol brasileiro. Para ele, os clubes precisariam se adaptar a um cenário com menos participação financeira desse setor.
“O futebol brasileiro vai acabar. Eu falei: ‘Vai? Ninguém me avisou, avisaram vocês? O que aconteceu?’ Lógico que não vai acabar, vai ter que se readaptar”, afirmou.
Na avaliação do apresentador, uma das alternativas seria voltar a buscar anunciantes de segmentos que tradicionalmente investiam no futebol.
“O pessoal vai ter que ser mais criativo, vai voltar a ter patrocínio de refrigerante, chocolate, carro…”
Leifert criticou o manifesto dos clubes
Ao comentar o documento divulgado pelas equipes, Leifert classificou a estratégia como um “tiro no pé”. Ele questionou a ideia de que uma eventual saída das casas de apostas poderia comprometer a própria existência do futebol.
“Então, foi um negócio que foi um tiraço no pé. Não, não vai acabar. Todo mundo sabe que não vai acabar, vocês não enganaram ninguém.”
O apresentador ainda ironizou a dependência financeira apontada pelos clubes em relação ao mercado de apostas.
“Se tá tão dependente de bet assim que se acabar a bet acaba o futebol, acaba logo então. Vamo fazer outra coisa. A gente vai ver outro esporte.”
O que os clubes disseram sobre as casas de apostas?
O manifesto, intitulado “O fim do futebol brasileiro”, foi divulgado pelos clubes em meio às discussões sobre o mercado de apostas. No documento, as equipes reconheceram a necessidade de medidas de proteção, fiscalização, educação e prevenção para pessoas vulneráveis ao jogo, mas defenderam que eventuais mudanças não prejudiquem o financiamento do esporte.
Os clubes afirmaram que as empresas de apostas autorizadas se tornaram uma das principais fontes de receita do futebol brasileiro nos últimos anos e argumentaram que não existe, atualmente, outro setor capaz de substituir imediatamente esses investimentos.
O texto também alerta que uma mudança abrupta poderia reduzir a capacidade de investimento das equipes e, segundo os signatários, favorecer a migração de consumidores para plataformas clandestinas.
Leifert citou o futebol europeu
Durante o comentário, o apresentador também mencionou mudanças adotadas no futebol inglês. Segundo ele, o mercado internacional já vem reduzindo a exposição das casas de apostas nos uniformes.
“Mas o mundo inteiro está andando pra trás com relação a aposta. A Premier League já não bota mais aqui na frente [da camisa], bota aqui no canto.”
Para Leifert, a eventual redução da participação das bets exigiria que os clubes encontrassem novas estratégias comerciais para compensar parte das receitas.
