Augustinho Pereira Leite, de 54 anos, avistou uma onça-pintada às margens do Rio Teles Pires, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, durante uma pescaria noturna. O encontro ocorreu na noite de segunda-feira (21), e Augustinho declarou ao g1 que o animal estava a aproximadamente dois metros de distância dele.
O pescador também trabalha como caseiro e, segundo ele, a pescaria é um hábito antigo e costuma sair sozinho para pescar na região. Na noite do encontro, ele estava às margens do rio, colocando os anzóis, quando percebeu a onça próxima a uma trilha. Foi quando decidiu encerrar a pescaria e buscar as tarrafas para deixar o local, que ficou cara a cara com o animal. Ele afirmou que em determinado momento, a onça avançou na direção dele.
“Daí ela avançou pro meu lado. Eu fui de frente com ela também, batendo o pé, dando uns gritos. Daí ela freou”, disse.
Apesar da proximidade com o animal, Augustinho disse que conseguiu manter a calma durante o encontro. O pescador contou que sentiu medo, mas afirmou que a experiência no ambiente de mata ajudou a controlar a reação naquele momento.
“Eu fiquei [com medo] nessa hora fiquei um pouquinho, mas, normal”, contou.
De acordo com Augustinho, a onça chegou a rosnar e avançar novamente. Ele continuou fazendo barulho, enquanto se afastava, até que o animal recuou e entrou na mata. O pescador conseguiu deixar o local e voltar para casa sem ferimentos.
vídeo
O vídeo chegou a Jefferson Paulo, sobrinho de Augustinho, em um grupo da família na terça-feira (22), um dia após o encontro com a onça. Segundo ele, inicialmente, os parentes não sabiam que o animal registrado nas imagens era uma onça-pintada.
Ao descobrir que era o tio quem havia feito o registro, Jefferson ligou para Augustinho para entender o que havia acontecido. Segundo ele, o pescador contou o episódio com tranquilidade, apesar da proximidade com o animal.
“Ele é bem na dele, bem tranquilo mesmo, mas assim, sair vivo numa situação dessa, não é qualquer um, entendeu? Então, graças a Deus que deu certo”, concluiu.
Augustinho contou que já havia visto onças-pintadas outras vezes durante o período em que trabalha e circula por áreas de mata na região de Sinop. Os encontros anteriores, no entanto, aconteceram sempre a uma distância maior, principalmente quando os animais atravessavam estradas ou caminhavam pela região antes de entrarem novamente na mata.
“Eu já vi sempre assim, longe, né? Atravessando a estrada, muitas vezes caminhando, logo entrava no mato, mas pertinho assim nunca”, afirmou.
O caseiro disse que está acostumado a trabalhar em áreas de mata e que já passou períodos sozinho nesses locais. Na noite do encontro, ele estava sozinho às margens do Rio Teles Pires quando percebeu a onça a poucos metros de distância.
