m retrato regional divulgado pela Real Time Big Data nesta quinta-feira (1º) escancara o quanto a corrida presidencial se comporta de forma distinta Brasil afora. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) domina a preferência no Nordeste e aparece à frente, por pouco, no Norte, o senador Flávio Bolsonaro (PL) assume a liderança no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste.
Nordeste: maior vantagem do petista
Nenhuma região favorece tanto Lula quanto o Nordeste, onde ele marca 62% das intenções de voto, contra 26% do adversário. Atrás dos dois líderes aparecem Augusto Cury (Avante), com 4%; Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), empatados em 1% cada; e Romeu Zema (Novo), sem pontuação. Os demais candidatos somam 1%, enquanto votos nulos e brancos chegam a 2% e os indecisos ou que não responderam somam 3%.
Norte: diferença dentro da margem de erro
A disputa mais apertada do país acontece no Norte, onde Lula aparece com 42% e Flávio com 41% — intervalo de apenas um ponto percentual, portanto dentro da margem de erro de dois pontos. Cury tem 3%; Santos e Caiado, 1% cada; e Zema não pontuou. Outros candidatos somam 1%, brancos e nulos chegam a 6%, e os que não souberam responder somam 5%.
Sudeste: também empate técnico
No Sudeste, a vantagem muda de lado, mas segue dentro da margem de erro: Flávio tem 41% contra 38% de Lula. Santos aparece com 7%, Caiado com 4% e Cury com 3%. Zema soma 2%, e os demais candidatos juntos chegam a 1%. Nulos e brancos e os indecisos somam 2% cada.
Sul: maior vantagem de Flávio
É no Sul que o senador do PL constrói sua folga mais expressiva: 52% contra 27% de Lula, diferença de 25 pontos percentuais. Santos tem 6%, Caiado 3%, Cury 2% e Zema 1%. Outros candidatos somam 1%, enquanto nulos/brancos e indecisos somam 4% cada.
Centro-Oeste: segunda melhor região para Flávio
No Centro-Oeste, Flávio aparece com 45% ante 32% de Lula. Caiado soma 6%; Santos e Cury, 3% cada; e Zema e os demais candidatos somados, 1% cada. Nulos e brancos chegam a 5%, e os que não souberam responder somam 4%.
Como foi feita a pesquisa
O instituto Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores em todo o país, por telefone, entre os dias 26 e 30 de setembro, com entrevistadores humanos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi contratado pela própria Real Time, com recursos próprios, e está registrado no TSE sob o número BR-09503/2026.
