As autoridades russas afirmaram nesta segunda-feira (5) que a situação sanitária na região de Irkutsk está sob controle após a morte de uma funcionária de 28 anos do Instituto de Pesquisa Anti-Peste de Irkutsk. A pesquisadora morreu na sexta-feira (2), em um hospital de Shelekhov, depois de desenvolver uma pneumonia cuja causa ainda não foi identificada.
A morte provocou preocupação na população e levou à adoção de medidas de precaução. Pessoas que tiveram contato com a funcionária foram identificadas, examinadas e permanecem sob acompanhamento médico.
O que as autoridades russas sabem sobre a morte?
De acordo com a Rospotrebnadzor, agência responsável pela vigilância sanitária na Rússia, a pesquisadora foi diagnosticada com pneumonia de etiologia desconhecida. Segundo a imprensa local, ela se chamava Darya Shipilova e trabalhava no instituto especializado em pesquisas relacionadas à peste.
O governador de Irkutsk, Igor Kobzev, afirmou que nenhum novo caso entre funcionários do instituto foi identificado nos últimos dias. Segundo ele, os contatos conhecidos da mulher foram examinados e colocados sob supervisão médica.
A chefe da agência de saúde russa, Anna Popova, também esteve na região durante o fim de semana para participar de uma reunião de emergência sobre o episódio.

Rumor sobre tubo de ensaio não foi confirmado
A possibilidade de um acidente dentro do laboratório ganhou espaço nas redes sociais depois que surgiram relatos de que a pesquisadora teria deixado cair um tubo de ensaio com bactérias vivas.
A versão, porém, não foi confirmada. A Rospotrebnadzor informou que não encontrou evidências de acidentes envolvendo o manuseio de patógenos nas instalações do Instituto de Pesquisa Anti-Peste.
Até o momento, também não foi estabelecido que a mulher tenha contraído peste ou que sua morte esteja relacionada a algum agente liberado no laboratório.
Por que o caso provocou preocupação na região?
O Instituto de Pesquisa Anti-Peste trabalha justamente com doenças infecciosas, enquanto a peste é uma doença historicamente presente em determinadas áreas da Sibéria.
A bactéria responsável pela infecção é a Yersinia pestis, encontrada principalmente em pequenos mamíferos selvagens e nas pulgas que os parasitam. Apesar da presença da bactéria na região, casos humanos de peste são considerados raros na Rússia.
A suspeita de peste pneumônica ganhou atenção porque essa forma da doença afeta os pulmões e pode ser transmitida por partículas respiratórias. Sem tratamento, a infecção pode evoluir rapidamente, mas antibióticos são utilizados no combate à doença quando o diagnóstico é realizado de forma precoce.
Estados Unidos acompanham investigação
O caso também passou a ser acompanhado pelo governo dos Estados Unidos. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (5) que Washington está atento ao episódio, mas avaliou que não havia motivo para alarme naquele momento.
Apesar da repercussão internacional e dos rumores nas redes sociais, as autoridades russas mantêm a versão de que a morte foi provocada por uma pneumonia de origem ainda desconhecida. Até agora, não há confirmação oficial de um surto de peste ou de um vazamento de agente infeccioso no instituto.
