Além de ser sócio oculto de uma rede de prostituição internacional, Daniel Vorcaro organizava e financiava festas com mulheres para atender empresários e políticos. O esquema incluía intermediários, contratação de estrangeiras e uma casa noturna em São Paulo, com aportes financeiros de pelo menos R$ 4,3 milhões.
A informação consta em relatório da Polícia Federal (PF), com série de mensagens obtidas e reveladas pelo portal “UOL” nesta terça-feira (13/10). O dono do Banco Master tinha preferência por estrangeiras refugiadas, em especial as mais novas, abaixo de 20 anos, que ele tratava como “creche”. Ele menciona russas, ucranianas, venezuelanas, argentinas e polonesas.




Diálogo
Os diálogos detalham uma estrutura de recrutamento de mulheres para festas privadas promovidas por Vorcaro, com participação de agenciadores e organizadores de eventos. As conversas indicam que brasileiras e estrangeiras eram levadas a encontros com Vorcaro, amigos e convidados, incluindo autoridades, no Brasil e no exterior.
Os diálogos detalham uma estrutura de recrutamento de mulheres para festas privadas promovidas por Vorcaro, com participação de agenciadores e organizadores de eventos. As conversas indicam que brasileiras e estrangeiras eram levadas a encontros com Vorcaro, amigos e convidados, incluindo autoridades, no Brasil e no exterior.
Empresário e promoter seriam cabeças do esquema
Os principais interlocutores de Vorcaro nesse suposto esquema criminoso, em vigor ao menos desde 2023, estão Leonardo Serrano, dono de uma empresa de eventos, e Diogo Batista, promotor de eventos em São Paulo que, segundo as mensagens, recebia R$ 120 mil mensais de Vorcaro.
Dono da SL Consulting, empresa sediada na Flórida, Estados Unidos, Serrano seria responsável pela logística internacional do grupo. Nas conversas, ele organizava passagens, hospedagens, repasses de dinheiro e contatos com promotores locais.
