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Perícia identifica diferentes materiais em joias apreendidas em investigação envolvendo Deolane Bezerra

Perícia identifica diferentes materiais em joias apreendidas em investigação envolvendo Deolane Bezerra

Relatórios elaborados pela Polícia Técnico-Científica de São Paulo apontaram diferentes composições em relógios, anéis e outros acessórios apreendidos durante uma investigação que envolve Deolane Bezerra. Os exames identificaram peças com zircônia cúbica e liga de titânio, enquanto outros objetos apresentaram características compatíveis com ouro 18 quilates e pedras semelhantes a diamantes. Segundo informações da apuração, os acessórios estavam sob custódia da Caixa Econômica Federal.

Os resultados das análises mostram que os objetos examinados possuem características distintas. O ouro 18 quilates, utilizado com frequência na fabricação de joias, tem 75% de ouro puro em sua composição. A identificação de outros metais ou pedras, no entanto, não é suficiente, isoladamente, para determinar que uma joia seja falsa ou que tenha sido comercializada de forma irregular.

O que os peritos encontraram

Um dos itens analisados foi um relógio de 55,19 gramas com características semelhantes às de modelos da Cartier. De acordo com o laudo, o objeto apresentava pedras incolores com características compatíveis com diamantes. A análise do metal também indicou características correspondentes ao ouro 18 quilates.

Outro acessório examinado foi um piercing de apenas 0,52 grama. Nesse caso, os peritos encontraram pedras com características compatíveis com zircônia cúbica. Já o metal utilizado na peça era composto principalmente por uma liga de titânio, diferente dos materiais mais comuns em joias de ouro.

Um anel que pesava 6,87 gramas também foi submetido aos exames. As pedras incolores apresentaram características compatíveis com diamantes. Já a pedra azul foi descrita pelos peritos como compatível com turmalina Paraíba. O material empregado na estrutura do anel apresentou características indicativas de ouro 18 quilates.

A análise dos objetos revelou, portanto, uma variedade de materiais entre as peças. Enquanto alguns acessórios apresentaram características compatíveis com ouro e pedras preciosas, outros foram produzidos com materiais como titânio e zircônia cúbica.

Relógios de marcas de luxo também foram examinados

Os documentos periciais também registraram relógios que possuem características visuais semelhantes às de modelos fabricados por marcas de luxo. Entre eles estava um objeto com aparência semelhante ao Royal Oak Chronograph, da Audemars Piguet.

A comparação visual com um modelo conhecido, entretanto, não permite determinar sozinha se o relógio é autêntico. A confirmação depende da análise das características técnicas e dos demais elementos avaliados durante a perícia.

Custódia e destino dos acessórios

De acordo com as informações da apuração, os acessórios permaneceram sob custódia da Caixa Econômica Federal antes da realização dos exames. Os objetos chegaram para análise acondicionados em embalagens lacradas.

Depois da conclusão dos procedimentos periciais, os materiais foram devolvidos à autoridade responsável pela solicitação dos exames.

alfinetei

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