A possibilidade de Jair Bolsonaro ocupar o Ministério da Defesa em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) não é considerada viável pela cúpula da campanha do senador. Apesar dos rumores sobre um possível cargo para o ex-presidente, aliados afirmam que ele deverá exercer influência política nas decisões do filho, mas sem integrar formalmente a equipe de governo.
Ministério da Defesa está fora dos planos
Segundo informações da coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, integrantes da campanha de Flávio descartam a possibilidade de Jair Bolsonaro assumir o comando do Ministério da Defesa. Um integrante do PL próximo ao senador afirmou que, caso ele seja eleito, poderia até convidar o pai para ocupar uma função no governo, mas a expectativa seria de que o ex-presidente recusasse.
Durante sabatina ao Jornal Nacional, Flávio também afirmou que a possibilidade de nomear Jair Bolsonaro ou o irmão Eduardo Bolsonaro para cargos em uma eventual gestão está “fora do radar”.
Qual seria o papel de Jair Bolsonaro no governo do filho?
Mesmo sem um cargo oficial, Jair Bolsonaro deve continuar exercendo influência sobre as decisões políticas de Flávio. De acordo com um coordenador da campanha ouvido por Bela Megale, o ex-presidente será um dos principais conselheiros do senador.
“Bolsonaro será um dos conselheiros mais importantes, mas o presidente será o Flávio. Ele respeita o pai, sabe que está onde está em função dele, mas também reconhece que trouxe votos que Bolsonaro não conseguiu ter há quatro anos”, afirmou o integrante da campanha.
A avaliação entre aliados é que o ex-presidente poderá participar de articulações e orientar decisões, sem ocupar uma posição formal na estrutura do Executivo.
Flávio descarta cargos para o pai e o irmão
A declaração do senador sobre manter Jair e Eduardo Bolsonaro fora dos planos para cargos no governo indica uma tentativa de separar a influência familiar da composição oficial de uma eventual gestão. Até o momento, porém, o cenário permanece no campo das hipóteses, já que depende de uma possível eleição de Flávio Bolsonaro.
Assim, apesar das especulações sobre o Ministério da Defesa, a sinalização dos aliados é de que Jair Bolsonaro teria um papel de aconselhamento político, e não de ministro ou integrante formal do governo.
