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O que acontece após Lula e Flávio autorizarem abertura de sigilos ao TSE

O que acontece após Lula e Flávio autorizarem abertura de sigilos ao TSE

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) protocolaram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizações para a divulgação de dados bancários e telefônicos dos candidatos, além de pessoas e empresas relacionadas a eles. Os documentos não representam, porém, uma quebra automática dos sigilos nem significam que as informações serão divulgadas imediatamente.

Mesmo com as autorizações apresentadas, os candidatos não entregaram extratos bancários ou registros que possibilitariam o acesso às movimentações financeiras. A divulgação desses dados também não depende de autorização judicial. Os termos foram protocolados na Corte Eleitoral nesta quinta-feira (22/10), depois de negociações entre as equipes das campanhas.

O que foi apresentado pelas campanhas

Os documentos formalizam a concordância dos candidatos com a divulgação das informações previstas no acordo. As autorizações também envolvem familiares, empresas e outros registros incluídos nas condições negociadas entre as campanhas.

A equipe de Lula levou documentos físicos ao TSE e solicitou que o ministro André Mendonça atuasse como mediador para assegurar que as informações fossem divulgadas de forma simultânea e preservando sua integridade.

Entre os pedidos apresentados pela campanha do petista está a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos de:

  • Flávio Bolsonaro;
  • Jair Bolsonaro;
  • Rogéria Bolsonaro;
  • Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro;
  • Carlos Bolsonaro;
  • Eduardo Bolsonaro;
  • Jair Renan Bolsonaro.

Também foram incluídas empresas relacionadas a Flávio Bolsonaro:

  • Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, escritório de advocacia do senador;
  • All In One Corretora de Seguros Ltda., empresa do setor de seguros;
  • Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda., empresa de tecnologia e inovação;
  • Bolsonaro Digital Ltda., empresa ligada ao senador;
  • Alcazar Holdings, offshore registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, controlada pelo advogado Willer Tomaz.

A equipe de Flávio Bolsonaro, por sua vez, apresentou a documentação durante a madrugada desta sexta-feira (23/10) e voltou a cobrar a divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência da República.

Entre as solicitações feitas pela campanha estão informações sobre empresas brasileiras e sociedades offshore de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e de sua mulher, Renata de Abreu Moreira. O pedido também inclui empresas de Sandro Luís e Marcos Cláudio Lula da Silva, filhos do presidente, além de negócios de Fernando Bittar, sócio de Lulinha.

A relação ainda contempla empresas de outros filhos de Lula, como Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Cláudio Lula da Silva. A campanha também pediu a quebra dos sigilos do Instituto Lula e de Paulo Okamotto, que presidiu a instituição durante anos.

Relações com Daniel Vorcaro

Os pedidos apresentados por Flávio Bolsonaro também incluem informações relacionadas a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A solicitação envolve registros de visitas ao banqueiro durante o período em que esteve sob custódia da Polícia Federal.

Também foram solicitados planos de voo e a relação de passageiros de uma aeronave atribuída a Vorcaro na semana de sua prisão, em novembro de 2025. A campanha pediu ainda os registros e a lista de participantes do encontro entre Lula e o banqueiro realizado em 4 de dezembro de 2024.

Outras solicitações envolvem registros de entrada de Vorcaro e de seus intermediários nos palácios do Planalto e da Alvorada, além dos registros de acesso de Guido Mantega e Augusto Lima ao Planalto.

O pedido inclui ainda os sigilos de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT.

Roberta Luchsinger e o caso do INSS

Na parte relacionada a Roberta Luchsinger, a campanha solicitou registros de visitas dela ao Planalto e ao Palácio da Alvorada, além de informações sobre voos da Força Aérea Brasileira (FAB) realizados com sua participação.

Também foram requeridos registros de reuniões da lobista em órgãos federais, assim como os sigilos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula.

A lista inclui ainda os sigilos de Frei Chico, irmão de Lula, e do Sindnapi, sindicato citado no escândalo envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Gastos com dinheiro público

A campanha de Flávio Bolsonaro também pediu acesso aos gastos realizados com o cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023.

O levantamento solicitado inclui ainda a agenda de Janja, registros de visitas dos filhos de Lula, utilização de helicópteros e despesas relacionadas ao Palácio da Alvorada.

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