Eduardo Costa relembrou as dificuldades que enfrentou durante a infância e descreveu o período como uma fase de extrema pobreza. Em entrevista à LeoDias TV, o sertanejo contou que chegou a passar fome, não tinha acesso adequado a necessidades básicas e precisou buscar formas de ajudar financeiramente a família ainda muito jovem.
“Um inferno. [A ponto] de não ter a comida, o banho, o básico direito. Não ter um pingo de dignidade”, declarou o artista, que nasceu em Belo Horizonte (MG) e também viveu parte da infância em Abre Campo, no interior do estado.
Cantor vendia alimentos para ajudar a família
Segundo Eduardo, ele começou a trabalhar por volta dos 10 ou 11 anos para contribuir com as despesas de casa. Entre as atividades que realizava estavam a venda de picolés, coxinhas, pastéis e verduras aos fins de semana.
“Às vezes dava para comprar o arroz, mas não sobrava para o feijão”, relatou, ao recordar a dificuldade para garantir até mesmo a alimentação básica.
O sertanejo também contou que passou por um período nas ruas de Belo Horizonte e foi morar com a avó. Durante essa fase, afirmou que cheirava cola de sapateiro como uma maneira de tentar amenizar a sensação de fome.
“Eu fui para a rua, acabei virando trombadinha de rua, fui morar com a minha avó. Eu cheirava cola de sapateiro, que era para poder não sentir fome. E eu fui morar na rua, em Belo Horizonte”, disse.
Música surgiu na adolescência
De acordo com o cantor, uma mudança começou a acontecer quando ele tinha aproximadamente 15 anos, período em que descobriu na música uma possibilidade de transformar sua realidade.
“Com mais ou menos 15 anos, foi quando a música apareceu na minha vida”, afirmou.
Eduardo Costa iniciou a carreira musical em 1990, apresentando-se em bares e pequenos palcos de Belo Horizonte. Ao longo dos anos, construiu sua trajetória no sertanejo e conquistou projeção nacional.
