De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, uma adolescente de 15 anos revelou que foi estuprada pelo irmão de 19 anos. Após a denúncia, os pais da jovem a acorrentaram. Tanto o irmão quanto os pais foram detidos. O estupro ocorreu em novembro de 2003, no entanto, só veio à tona agora.
O delegado Geraldo Costa, responsável pela investigação, explicou que o irmão da adolescente teve relações sexuais contra a vontade dela. Inicialmente, os pais duvidaram do relato da jovem sobre o abuso. Segundo o delegado, para evitar que ela procurasse uma delegacia, a adolescente foi agredida e acorrentada pelos próprios pais.




“Deram uma surra nela com fio de carregador de celular. Ficaram várias marcas pelo corpo. Eles a acorrentaram com corrente de aço no pé, com cadeado. Ela passou uma semana e poucos dias acorrentada e só era liberada para fazer as necessidades, fazer os serviços domésticos e se alimentar”, disse o delegado.
Após duas semanas de insistência sobre a violência sofrida, a adolescente conseguiu persuadir os pais a irem à polícia. No momento de registrar a queixa, eles omitem a tortura que haviam infligido à filha. O delegado relatou que, no dia da denúncia, a jovem já não exibía marcas visíveis de agressões.
“Eles deixaram ela acorrentada justamente para que ela não denunciasse o irmão e, ao mesmo tempo, que para que sumisse as lesões do seu corpo. Nesse período, os pais começaram a acreditar na versão dela, até porque ela passou uma semana acorrentada e manteve a história. Ela estava sendo psicologicamente pressionada pelos pais para não revelar que havia apanhado deles durante esse período.”
O caso de tortura foi revelado somente quando a diretora do colégio da vítima denunciou a situação aos investigadores. Ela havia recebido fotos da aluna, que mostravam a jovem acorrentada e impedida de sair de casa.
O irmão da adolescente, que estava escondido em uma cidade do interior de Pernambuco, foi capturado em 19 de agosto. Anteriormente, em 2 de agosto, os pais haviam sido detidos. Após a intervenção do Conselho Tutelar, a jovem foi transferida para a casa de suas tias.
