Deolane Bezerra foi presa em uma operação realizada pela Polícia Civil de Pernambuco. A operação tem como objetivo desmantelar uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro e jogos ilegais.
Entenda o caso Deolane
Deolane foi detida em seu apartamento localizado no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A Polícia Civil de Pernambuco informou que Deolane Bezerra foi conduzida ao Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), situado em Afogados, na Zona Oeste da cidade.
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A Esportes da Sorte e a VaideBet — citadas na operação “Integration”, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco, atuam no Brasil como casas de apostas esportivas e entraram forte no mercado de patrocínio do futebol brasileiro nos últimos anos.
A Esportes da Sorte foi uma das precursoras do setor no país. Fundada em 2018 por Darwin Henrique da Silva Filho, que teve a prisão decretada no âmbito da operação, a casa de apostas está sediada em Curaçao, onde tem uma licença de funcionamento internacional (8048/JAZ2022-056), fornecida pelo governo local e segue as regras de lá. O CEO da empresa é conhecido no nordeste por difundir o jogo do bicho de forma online, antes de entrar no mercado de apostas esportivas, conforme informações do Globo.
Hoje, a Esportes da Sorte está estampada como patrocinador máster nos uniformes do Corinthians (R$103 milhões por ano), Bahia (R$19 milhões por ano) e Athletico (R$17 milhões por ano). Também aparece na camisa do Grêmio (R$23 milhões por ano) e no futebol feminino do Palmeiras (R$20 milhões por ano). A marca também está presente em clubes de outras divisões, como Ceará, Náutico e Santa Cruz.
A VaideBet e seu fundador já estiveram sob o escrutínio da CPI da Manipulação de Partidas de Futebol, realizada no ano passado. Durante a investigação, o deputado Luciano Vieira, do PL do Rio de Janeiro, chegou a solicitar a quebra do sigilo bancário da plataforma e da prestadora de serviços ZenetPay, com o intuito de investigar possíveis práticas criminosas. No entanto, o pedido não avançou, e o nome da empresa não apareceu no relatório final da comissão.
Nota da VaideBet
Em nota, a empresa se colocou à disposição das autoridades:
“A VaideBet informa que acompanha a operação da Polícia Civil e que se colocará plenamente à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos que forem solicitados quanto à atuação da empresa e de seus sócios. A marca, no entanto, ressalta que recebeu com surpresa o cumprimento do mandado de busca e apreensão realizado nesta quarta-feira, uma vez que desde o ano passado se prontificou em contribuir com as investigações, tendo previamente indicado os endereços e contatos pertinentes.
As atividades da empresa até aqui são pautadas pelo estrito cumprimento da legislação vigente e já estão adequadas à regulação do setor para 2025. Ainda no mês de agosto, o Grupo BPX, empresa detentora da marca VaideBet, deu entrada no requerimento da licença junto ao Governo Federal para obtenção da outorga para atuação regularizada no Brasil a partir do início do próximo ano”.
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