Em uma cerimônia repleta de celebração por parte dos membros do Teatro Oficina, a prefeitura de São Paulo e o Grupo Silvio Santos formalizaram o acordo para a transformação do terreno em um parque, conhecido como Parque do Rio Bixiga. Esta decisão encerra um longo embate entre o dramaturgo Zé Celso e o empresário Silvio Santos, com a escolha final favorecendo a criação do parque.
Disputa começou nos anos 80
Na manhã de sexta-feira (6/9), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e José Roberto Maciel, CEO do Grupo Silvio Santos, assinaram o acordo que põe fim à disputa. A prefeitura pagou R$ 65 milhões pelo terreno, que será convertido em um parque no futuro. Apesar de ser atualmente denominado Parque do Rio Bixiga, ainda há debates na Câmara Municipal sobre a possibilidade de homenagear Silvio Santos ou Zé Celso no nome definitivo do local.




A prefeitura planeja realizar um concurso público, coordenado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), para definir o projeto do novo parque. Após a escolha do projeto, será aberta a licitação para a construção. O prefeito estima que o parque poderá ser inaugurado no final de 2025.
“Com a assinatura do documento, a área é oficialmente nossa, e o parque é uma realidade”, comemorou o prefeito Nunes.
A disputa entre Zé Celso e Silvio Santos teve início na década de 1980, quando o dramaturgo tentou preservar o projeto original do Teatro Oficina, fundado por ele em 1958. O teatro foi reformado entre 1984 e 1994, com um projeto assinado por Lina Bo Bardi e Edson Elito, e é considerado um patrimônio histórico pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). O edifício é famoso por sua grande janela lateral, que proporciona uma vista da cidade durante as montagens.
