A Operação Aruanda, da Polícia Civil do Distrito Federal, desmantelou, na terça-feira (24/09), o laboratório que fabricava “medicamentos”, alimentos e até mesmo lubrificantes à base de maconha e cogumelos alucinógenos, e os enviava para todo o Brasil. Dois homens foram presos em flagrante em Anápolis e em Pirenópolis, ambas em Goiás.
O produto era considerado o carro-chefe da organização criminosa, que o produzia utilizando como base o tetrahidrocanabinol, o THC. A venda ocorria por meio dos Correios, que chegou a auxiliar a Polícia no andamento da operação, denominada de Aruanda.




Entre as promessas, o “Xapa Xana” era comercializado como um produto capaz de promover orgasmos múltiplos, torpor e até mesmo um suposto tratamento da região íntima.
“Especializado para a região íntima rico em canabinoides. Ao aplicar diretamente na vagina, outros neurotransmissores são ativados e liberados no nosso corpo, em especial o óxido nítrico”, afirmava uma das propagandas divulgadas pelo grupo criminoso.
Investigação
O delegado ressaltou que os Correios colaboraram com a investigação a entender a quantidade e o destino dos produtos ilegais.
Ele ainda informou que os suspeitos devem responder por vários crimes, incluindo tráfico de drogas. Veja a lista abaixo.
Exercício ilegal da medicina Tráfico de drogas interestadual Curandeirismo Fraude Associação criminosa Disseminação de espécies exóticas (sementes) que prejudicam a fauna e a flora (crime ambiental)
Se condenados, a pena somada pelas infrações pode chegar a 39 anos de prisão para cada indivíduo.
A Operação Aruanda contou com o apoio dos Correios, da Receita Federal e da Polícia Civil de Goiás.
