A cidade de Nova Fátima, no Norte do Paraná, foi palco de um episódio chocante na noite deste domingo (13/10). Uma criança de apenas 9 anos invadiu um hospital veterinário e matou 23 animais de uma fazendinha recém-inaugurada.
A única coelha sobrevivente ao massacre cometido pelo menino, foi resgatada pelos veterinários e recebeu uma linda homenagem. Agora, a coelhinha se chama Vitória.




No local, havia 21 coelhos e três porquinhos-da-índia, todos, exceto um, foram mortos e mutilados. Vitória, uma das coelhas, conseguiu ser resgatada a tempo pelos veterinários do estabelecimento. Além dela, uma galinha foi ferida, mas também sobreviveu.
“Eram todos muito parecidos, não tinham nome. Mas agora que é a única sobrevivente se chamará Vitória. É muito gratificante ela ter sobrevivido, deve ter passado por momentos terríveis”, disse veterinária Brenda Almeida ao jornal local RICtv.
Massacre
Segundo a Polícia Militar, o menor, acompanhado de um cachorro, pulou o muro do hospital, situado na Avenida Nicanor Ferreira de Melo. Por cerca de 40 minutos, ele atacou diversos animais. Entre as vítimas estavam coelhos, que foram brutalmente arremessados contra a parede, esquartejados e mutilados. Alguns tiveram suas patas arrancadas.
A proprietária do local acionou a polícia após encontrar mais de 15 coelhos mortos e outros animais soltos. Ao revisar as imagens das câmeras de segurança, ela percebeu que a criança, que havia visitado o local no dia anterior, havia cometido os maus-tratos. “Inicialmente, pensamos que ele tinha entrado para brincar com os bichinhos, mas quando vimos o cachorro junto, corremos para checar se os animais estavam sendo atacados”, relatou o veterinário Lúcio Barreto, responsável pelo hospital, em entrevista à RICtv Londrina.
O menino, que mora com a avó e não tinha histórico de violência, foi identificado pelas imagens. O caso gerou grande comoção, especialmente após o Dia das Crianças, quando a fazendinha havia sido inaugurada para o público. “É uma sensação horrível de impotência e tristeza. Cuidamos dos animais com tanto amor e, no dia seguinte à festa, nos deparamos com essa cena terrível”, lamentou Barreto.
