O escritor e compositor Antonio Cícero faleceu na quarta-feira, 23, aos 79 anos. A notícia foi confirmada pela Academia Brasileira de Letras (ABL), instituição da qual ele fazia parte desde 2017, ocupando a cadeira 27.
Cícero, diagnosticado com Alzheimer há vários anos, foi internado diversas vezes ao longo de sua luta contra a doença. Ele faleceu em Zurique, na Suíça, onde passou pela morte assistida ou eutanásia.




Tanto a eutanásia quanto o suicídio assistido envolvem o ato voluntário de morrer sem dor e com assistência médica. Essas práticas são regidas por diferentes regras conforme o país onde são permitidas. No Brasil, tanto a eutanásia quanto o suicídio assistido são proibidos e considerados crimes.
Relembre a vida do escritor Antonio Cícero
Antonio Cicero Correia Lima nasceu no Rio de Janeiro em 6 de outubro de 1945. Ele era um compositor, poeta, crítico literário, filósofo e escritor brasileiro. Foi eleito membro da ABL em 10 de agosto de 2017.
Filho de piauienses, Amélia Correia Lima e Ewaldo Correia Lima, seu pai foi um dos fundadores do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB) e diretor do BNDE durante o governo de JK. Em 1960, Ewaldo assumiu um cargo executivo no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), levando a família a se mudar para Washington, D.C..
Formado em Filosofia pela Universidade de Londres, seus poemas ganharam notoriedade quando sua irmã, a cantora Marina Lima, começou a musicá-los, levando-o a se tornar compositor. Ele produziu várias letras, incluindo Fullgás, Pra Começar e À Francesa, com a última em parceria com Cláudio Zoli. Cícero colaborou com diversos artistas, como Waly Salomão, João Bosco, Orlando Morais, Adriana Calcanhotto e Lulu Santos, coautor do famoso O Último Romântico de 1984.
