Após uma longa batalha legal, um bebê de um ano faleceu depois que um juiz da Suprema Corte determinou que o tratamento do pequeno deveria ser interrompido.
Ayden Braqi, que sofria de uma “doença neuromuscular grave, progressiva e irreversível” sem cura conhecida, estava sendo tratado no Great Ormond Street Hospital (GOSH) em Londres. Os advogados do hospital argumentaram que o tratamento que ele recebia “superava os benefícios limitados que ele poderia desfrutar” ao prolongar sua vida. No entanto, sua mãe se opôs à proposta, afirmando que, apesar de sua condição, ele ainda sorria.




De acordo com a BBC, a Suprema Corte determinou que não era do interesse de Ayden continuar com o tratamento, e, na quinta-feira, seu suporte de vida foi desligado. O bebê faleceu no hospital “com sua família ao redor dele”, logo após a remoção da ventilação mecânica que o mantinha vivo.
Decisão do juiz
Após a morte de Ayden, a decisão tomada na quarta-feira foi publicada nesta sexta-feira. O juiz Morgan afirmou: “Levei em consideração as opiniões de sua mãe de que ele deveria continuar a ter esse cuidado e seus fortes desejos em relação a esta solicitação. Devo, no entanto, ter uma visão objetiva dos melhores interesses de Ayden, tanto do seu próprio ponto de vista quanto do ponto de vista mais amplo, em relação ao seu bem-estar.”
Em seu depoimento, a mãe de Ayden, Neriman Braqi, revelou que, em algumas ocasiões, passava cerca de 16 horas por dia com ele. O juiz Morgan reconheceu que Neriman amava seu filho “com uma devoção que é difícil de expressar em palavras”, descrevendo o caso como um exemplo de “tristeza desesperada”. Ele também destacou que Neriman “lutou incansavelmente” por Ayden e que “não poderia ter feito por ele mais do que fez”.
