O Ministério Público francês pediu, nesta segunda-feira (25), a pena máxima de 20 anos de prisão para Dominique Pelicot, de 71 anos. Durante uma década, ele dopou sua esposa, Gisèle Pelicot, com ansiolíticos, abusou sexualmente dela e recrutou dezenas de homens na internet para estuprá-la.
A procuradora Laure Chabaud classificou as ações de Pelicot como “abjetas” e afirmou que sua responsabilidade pelos crimes é “plena e completa.” “Vinte anos são muito, mas, ao mesmo tempo, parecem pouco diante da gravidade dos atos cometidos”, declarou.



Detalhes do crime chocante
Os abusos ocorreram entre julho de 2011 e outubro de 2020, na casa do casal, em Mazan, na França. Os homens, com idades entre 26 e 74 anos, foram recrutados por Pelicot através do site Coco.fr, atualmente desativado.
Ao todo, 51 réus estão sendo processados no caso, sendo que 18 estão presos, incluindo o acusado principal. Os demais respondem em liberdade, e um ainda está foragido. Se condenados, todos poderão pegar até 20 anos de prisão.
Durante o julgamento, iniciado em 2 de setembro, a promotoria refutou alegações de que Gisèle teria ingerido os medicamentos voluntariamente. Dominique, descrito como o “mentor” dos crimes, admitiu os atos, afirmando que “subjugar uma mulher rebelde era sua fantasia.”
O julgamento emblemático sobre violência sexual e submissão química deve ter o veredito divulgado até 20 de dezembro.
