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Família busca provar que jovem foi vítima do Maníaco do Parque após 30 anos

Família de Jane Cavalcante luta para provar que ela foi vítima do Maníaco do Parque, desaparecendo em 1990 em SP.
Maníaco do Parque (foto Reprodução Redes Sociais)

Maníaco do Parque (foto Reprodução Redes Sociais)

Quase 30 anos após a prisão de Francisco de Assis, conhecido como o Maníaco do Parque, uma família do Recife luta para provar que Jane Cavalcante de Albuquerque, desaparecida em junho de 1990, foi assassinada pelo serial killer.

Jane tinha 30 anos quando desapareceu em São Paulo, e seus parentes acreditam que ela pode ser uma das duas ossadas não identificadas encontradas no Parque do Estado. As informações foram dadas pela coluna True Crime do O Globo.

Um caso ainda sem respostas

Jane desapareceu após sair para buscar roupas com uma amiga. Antes disso, em 1989, ela sobreviveu a um ataque no Parque do Estado, local onde Francisco confessou ter assassinado nove mulheres. A família relata semelhanças entre Jane e o perfil das vítimas do Maníaco: baixa, branca e cabelos encaracolados na altura dos ombros.

No entanto, a Polícia Civil aponta que os assassinatos confessados por Francisco ocorreram entre 1998 e 1999, o que não coincide com a linha do tempo do desaparecimento de Jane. Apesar disso, especialistas como o psiquiatra Guido Palomba sugerem que serial killers frequentemente têm históricos de crimes antes de suas capturas, reforçando a possibilidade de Jane ter sido uma de suas vítimas.

Luta por identificação da ossada

Com o objetivo de encerrar as dúvidas, a família pretende buscar o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para iniciar o processo de identificação das ossadas. O delegado Sérgio Alves orienta que laudos dentários e exames de DNA sejam realizados para confirmar ou descartar a conexão entre Jane e o Maníaco do Parque.

Apesar das investigações em curso, o crime prescreveu, impossibilitando a abertura de um novo processo contra Francisco caso a ligação seja comprovada. Segundo Edilson Bonfim, procurador de Justiça, “o nosso tempo de prescrição é um escândalo, mas é a lei que temos”.

Francisco foi condenado a 285 anos de prisão por sete homicídios e outros crimes. Sua liberdade está prevista para 2028, quando completará 30 anos preso. Mesmo sem a possibilidade de uma nova condenação, os familiares de Jane buscam respostas. “Tudo o que eu quero é enterrar a minha irmã na sepultura da família”, desabafa Josiluce Cavalcante, irmã da vítima.

alfinetei

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