Na terça-feira (3), o presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, anunciou a declaração de lei marcial em todo o país. A medida restringe direitos civis e estabelece o controle militar sobre o território sul-coreano. Como resultado, o mercado de entretenimento foi diretamente afetado.
De acordo com o site local “Naver”, festivais e eventos culturais começaram a ser cancelados logo após a imposição da lei marcial. A reportagem destacou que existe uma crescente especulação sobre o impacto nos shows e eventos programados para o final deste ano, gerando preocupações sobre possíveis prejuízos significativos para o setor.



Setor de entretenimento afetado
Artistas de K-pop e grandes empresas de entretenimento foram orientados a não participar de eventos a partir de quarta-feira (4). A medida também resultou no cancelamento de vários festivais e eventos, já que a lei marcial suspende os direitos civis e transfere o controle civil para os militares.
Representantes do setor alertam para os riscos de realizar shows em um cenário de lei marcial. A última vez que a Coreia do Sul decretou a medida foi em 1980, o que gerou um levante na região de Gwangju, com centenas de mortes de civis.
Impacto e contexto histórico da lei marcial
A lei marcial concede poderes extraordinários aos militares e suspende as leis civis, permitindo maior controle em tempos de crise. Essa é a primeira vez que a medida é decretada desde os anos 1980, após a redemocratização da Coreia do Sul. O presidente Yoon, que enfrenta baixa popularidade e controvérsias, como acusações envolvendo sua esposa, continua em confronto com a oposição, que domina o Parlamento.
Decisão e acusação de sabotagem governamental
Em seu discurso, Yoon criticou a oposição por cortar orçamentos essenciais para a segurança pública e o combate ao crime, acusando-os de criar um “paraíso das drogas” e desestabilizar o país. Ele afirmou que a lei marcial era “inevitável” e que tomaria medidas rápidas para restaurar a normalidade e garantir a ordem constitucional.
