Vinicius de Lima Britto, soldado da Polícia Militar, foi preso na quinta-feira (5), em São Paulo, após ser acusado de matar Gabriel Renan da Silva Soares, de 26 anos, com 11 tiros pelas costas. O Ministério Público denunciou Britto por homicídio qualificado, e a prisão preventiva foi decretada pela juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro, que destacou a “periculosidade do agente” no caso.
Circunstâncias do crime
O crime ocorreu em via pública após Gabriel ter furtado quatro pacotes de sabão de um mercado na Avenida Cupecê. A vítima estava fugindo quando escorregou em um pedaço de papelão e tentou se levantar, momento em que foi alvejado. Britto, que estava à paisana, disparou os tiros em direção a uma avenida movimentada, colocando em risco a vida de pedestres e clientes próximos.



Versão contestada e histórico do PM
Vinicius de Lima Britto alegou que agiu em legítima defesa, mas a versão foi contestada pela 3ª Promotoria do 5º Tribunal do Júri, que apresentou imagens que comprovam que Gabriel estava desarmado e não representava risco. O promotor substituto Rodolfo Justino Morais destacou que Britto já havia se envolvido em outros três homicídios em apenas dez meses de serviço, apontando seu alto grau de periculosidade.
O caso gerou grande repercussão e foi criticado por autoridades como o governador Tarcísio de Freitas e o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, que condenaram a ação do PM. Ambos afirmaram que os disparos contra suspeitos pelas costas violam protocolos da Polícia Militar.
ALERTA DE GATILHO
— Jonas Di Andrade (@jonasdiandrade) December 2, 2024
É esta a conduta dos agentes do estado de São Paulo? Atirar em um rapaz negro por causa de um sabão? Não se trata de erro, mas sim de um projeto que tem por objetivo a execução de jovens negros. Nada justifica a ação desse policial. Nada. MUITO GRAVE! pic.twitter.com/OkQu2aa3jG
A denúncia reforça que o crime foi premeditado e brutal, destacando que a vítima estava desarmada e indefesa no momento da execução. Esse caso é o segundo de grande repercussão envolvendo policiais militares em São Paulo nesta semana.
