O Brasil ganhou 19 novos bilionários em 2024 e chegou ao total de 60 pessoas no seleto grupo — um aumento de 33% em relação a 2023. O país é o segundo com maior número de bilionários nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos, que tem 835.
Os dados constam no relatório ‘Billionaire Ambitions Report 2024’, do banco suíço UBS. Segundo o documento, o Brasil teve a maior alta percentual não só no total de bilionários, mas também no aumento da riqueza dessas pessoas.




As fortunas somadas dos bilionários brasileiros alcançaram US$ 154,9 bilhões (R$ 927 bilhões), um crescimento de 37,7% em um ano. Comparativamente, os bilionários norte-americanos aumentaram suas fortunas em 27,6%, acumulando US$ 5,838 trilhões (R$ 34,936 trilhões). Apesar do crescimento no número de bilionários, o Brasil ainda fica atrás de países como Canadá e México no montante total de riquezas acumuladas.
Motivação
Desses 19, apenas sete são empreendedores, enquanto os demais herdaram suas fortunas.
Segundo Rafael Gross, corresponsável pela plataforma brasileira de Global Wealth Management do UBS, isso é justificado pelo fato de o Brasil ter “algumas empresas familiares muito consolidadas e fortes, especialmente em setores estratégicos como agronegócio, bens de consumo e energia, que são fundamentais para a economia do país”.
Gross destaca, porém, que há um potencial de crescimento para novos bilionários empreendedores, especialmente aqueles que encontram oportunidades nas áreas de tecnologia, fintechs e energias renováveis, segmentos considerados por Gross como de grande potencial de crescimento no país.
“Precisaríamos ver reformas fiscais mais robustas, ambiente regulatório mais favorável e estímulo maior à inovação” — Rafael Gross
