Na última quinta-feira (5), Miriane Peixoto da Silva, de 32 anos, foi brutalmente espancada pelo marido, em Aparecida de Goiânia (GO). A vítima, que estava em um relacionamento marcado por violência doméstica, não resistiu aos ferimentos e morreu após dois dias de agressões.
O homem, de 36 anos, estava foragido e havia saído da prisão recentemente, onde cumpria pena por agredir a esposa. De acordo com relatos da vítima, o marido havia retomado as agressões logo após ser liberado da prisão. Miriane, que estava sendo mantida em cativeiro pelo companheiro, conseguiu escapar após os ataques e procurou atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Geraldo Magela.




Durante o atendimento, ela contou aos profissionais de saúde sobre a violência sofrida, e a unidade acionou a Polícia Militar. A vítima detalhou como conseguiu fugir das mãos do agressor e pedir socorro.
Histórico de agressões e impunidade
Miriane já havia registrado queixas contra o marido no passado, e ele foi preso anteriormente pela mesma razão: violência doméstica. A liberação do agressor, que não foi monitorada de maneira eficaz, permitiu que ele voltasse a agredir a esposa, resultando na tragédia. Apesar de todos os esforços da equipe médica, Miriane não resistiu aos ferimentos causados pelos espancamentos.
A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) está investigando o caso. A polícia está em busca do suspeito, que continua foragido. O caso traz à tona a necessidade de um sistema mais eficaz de monitoramento e apoio às vítimas de violência doméstica.
