Nesta quarta-feira (18), o dólar bateu novo recorde alcançando R$ 6,256 durante a tarde, em meio à continuidade de um movimento de valorização nos últimos dias. Na véspera, a moeda fechou com leve alta de 0,04%, cotada a R$ 6,0961, após oscilar entre R$ 6,0581 e R$ 6,2073.
A recente escalada do dólar está diretamente ligada à aprovação parcial do texto-base de uma das propostas do pacote fiscal do governo na Câmara dos Deputados e às declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Durante entrevista, Haddad abordou os desafios do ajuste fiscal, como os cortes de gastos e a questão da desoneração da folha de pagamentos, que ainda aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).




O ministro também mencionou a possibilidade de ataques especulativos contra a economia brasileira, mas destacou que o governo continua focado nos fundamentos econômicos e não descarta a intervenção do Tesouro Nacional ou do Banco Central, caso necessário. Segundo Haddad, o objetivo é sustentar a credibilidade do novo arcabouço fiscal em meio a essas pressões.
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No contexto internacional, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, agora na faixa de 4,25% a 4,50%. Essa decisão aumenta a atratividade de ativos em dólar e eleva a pressão sobre mercados emergentes, como o Brasil, ao mesmo tempo em que reduz os custos de empréstimos no mercado americano.
A combinação desses fatores amplia as incertezas econômicas e intensifica a volatilidade no câmbio, com o mercado reagindo com cautela à conjuntura nacional e internacional.
