Uma mulher de 76 anos foi detida na última quarta-feira (18) após chamar um agente da Polícia Federal de “macaco” em frente à casa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Paulo. Identificada como Maria Cristina de Araújo Rocha, pensionista militar do Exército, ela tentou deixar uma coroa de flores na residência do presidente, que estava no imóvel em recuperação de uma cirurgia.
De acordo com informações divulgadas pela rádio CBN, Maria Cristina chegou ao local na tarde de quarta-feira e colocou uma coroa de flores na calçada. No entanto, agentes de segurança da Presidência removeram o objeto e impediram que ela deixasse o local antes de prestar informações. Nesse momento, Maria voltou ao carro e ofendeu verbalmente um dos agentes, gritando: “eu não vou fugir, seu macaco”.




A mulher foi detida pelo crime de injúria racial, definido como a ofensa a alguém com base em raça, cor, etnia ou nacionalidade, cuja pena varia de 2 a 5 anos de prisão e multa. Além disso, o carro utilizado por Maria foi compreendido e encaminhado para perícia. O veículo estava decorado com cartazes contendo ataques ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Benefício militar
Maria Cristina é pensionista do Estado brasileiro, recebendo um benefício mensal por ser filha de militar. Desde 2009, a pensão, que atualmente gira em torno de R$ 14,5 mil brutos, foi considerada legal em um acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) em 2010, que confirmou o direito de 30 mulheres parentes de militares. Em junho deste ano, por exemplo, ela recebeu R$ 17 mil líquidos devido a uma gratificação.
A prisão de Maria Cristina e os detalhes de sua história chamam atenção para o contexto político e social que envolve figuras controversas da militância no Brasil.
Diz que é cristão e o coração podre de ódio. Mulher bolsonarista coloca coroa na frente da casa do presidente Lula pic.twitter.com/9gN2z0j6MH
— Thadeu (@tadeu259) December 19, 2024
