O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou sua política protecionista com a assinatura de um decreto que estabelece tarifas recíprocas para todos os países que impõem impostos sobre as importações americanas. A medida, divulgada nesta quinta-feira, tem o potencial de impactar também o Brasil, caso o país mantenha taxas sobre produtos norte-americanos.
Essa ação faz parte de um movimento mais amplo iniciado por Trump desde o início de seu mandato, com o objetivo de proteger a indústria nacional e priorizar os interesses econômicos dos Estados Unidos. A “guerra tarifária” foi lançada com a imposição de um imposto de 25% sobre as importações de aço e alumínio, uma decisão anunciada pelo presidente em 10 de fevereiro.




O México e o Canadá, inicialmente os principais alvos dessa estratégia, sofreram tarifas significativas, mas cederam às pressões de Trump e concordaram em iniciar negociações para aliviar as restrições. Contudo, a nova determinação amplia o escopo das tarifas, afetando outros países que adotam políticas semelhantes.
Esse conjunto de ações, que inclui mudanças em diversas áreas desde a posse de Trump em 20 de janeiro, visa, segundo o presidente, colocar os interesses econômicos dos Estados Unidos em primeiro plano, desafiando acordos comerciais tradicionais e acelerando a revisão das relações internacionais do país.
