As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público (MP) revelaram que a suposta tentativa de homicídio contra José Aprígio (Podemos), ocorrida em 18 de outubro de 2023, foi, na verdade, uma encenação planejada. O ex-prefeito de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, teria armado o crime para comover eleitores e aumentar suas chances de reeleição. Mesmo assim, não conseguiu se manter no cargo e deixou a administração municipal no início de janeiro deste ano.
A investigação policial apontou o envolvimento de nove pessoas no esquema, incluindo três secretários municipais e o próprio Aprígio. Com base nas conclusões, uma operação foi deflagrada no início da semana para localizar e prender os envolvidos na suposta farsa.



Defesa nega acusações
Apesar das conclusões da polícia, a defesa do ex-prefeito rejeita as alegações de armação. O advogado Allan Mohamed afirmou que recebeu a notícia com surpresa, mas acredita que a verdade será esclarecida, pois Aprígio “é a vítima” de toda a situação.
O atentado forjado
Durante a campanha eleitoral, Aprígio estava em um veículo blindado com parte de sua equipe quando criminosos armados dispararam contra o carro. O ex-prefeito foi atingido no ombro esquerdo, e o automóvel recebeu ao menos seis tiros. Os supostos autores do ataque fugiram pela Avenida Aprígio Bezerra da Silva.
Encaminhado a um hospital próximo, Aprígio afirmou ter fraturado a clavícula. Na época, sua equipe divulgou imagens dele ensanguentado após o disparo. No entanto, as investigações concluíram que tudo teria sido meticulosamente planejado para impulsionar sua campanha eleitoral.
