Pouco mais de um mês após reassumir a Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump tem implementado uma agenda marcada por decisões drásticas em diferentes áreas.
Desde o endurecimento das políticas migratórias até a imposição de tarifas comerciais que geraram repercussão global, o republicano vem cumprindo promessas de campanha e reforçando a política “America First”.
Confira algumas ações implementadas no segundo mandato de Trump!
Ofensiva contra imigrantes
Desde sua posse oficial, em 20 de janeiro de 2025, o presidente estadunidense tem adotado uma postura agressiva contra a imigração irregular. Deportações em massa foram intensificadas, com o uso inédito de aviões militares para repatriar estrangeiros.
O México já recebeu quase 11 mil imigrantes deportados, segundo a presidente Claudia Sheinbaum. Somente em janeiro, autoridades na fronteira registraram a prisão de pelo menos 29 mil migrantes irregulares.




O Brasil também tem sido afetado pela política migratória de Trump. Em apenas um mês, 199 brasileiros já foram deportados dos EUA, com voos programados para continuar. A chegada do primeiro grupo ao Brasil, em 24 de janeiro, gerou controvérsias, com relatos de imigrantes algemados e enfrentando condições precárias.
Guerra comercial e tarifas
O governo Trump também iniciou um novo capítulo na guerra comercial global ao impor tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio, sem exceções. A decisão provocou críticas de líderes internacionais. Além disso, a China foi alvo de uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos exportados para os EUA, alimentando receios de uma nova escalada nas tensões comerciais.
O governo chinês condenou as medidas em uma reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), alertando para o risco de uma recessão global. Para países que impõem tarifas sobre produtos americanos, Trump anunciou uma política de “tarifas recíprocas”, buscando renegociações comerciais.
Cortes e reestruturações no governo
Outra frente de mudanças radicais foi a reestruturação do setor público. O governo Trump ordenou cortes em diversas agências federais e a demissão de milhares de funcionários.
Entre os órgãos mais impactados está a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), que distribuía bilhões de dólares em ajuda humanitária global e foi desmontada.
Setores de diversidade, equidade e inclusão também foram alvo da nova administração. Funcionários dessas áreas foram colocados em licença administrativa remunerada, enquanto programas foram encerrados por meio de decretos presidenciais. Ao todo, 77 mil servidores aceitaram demissões voluntárias para reduzir o quadro federal.
A ascensão de Elon Musk no governo
O bilionário Elon Musk, um dos principais apoiadores da campanha de Trump, foi nomeado chefe do recém-criado Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos (DOGE).
Desde sua criação, o órgão já promoveu demissões, suspendeu funcionários e exigiu acesso a sistemas de pagamento confidenciais. No entanto, ainda não há clareza sobre o objetivo final da pasta, que continua implementando medidas assinadas pelo presidente.
Geopolítica: Israel, Gaza e Ucrânia
Na arena internacional, Trump se envolveu nas negociações do conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. Um cessar-fogo mediado pelos EUA entrou em vigor um dia antes de sua posse.
No entanto, o presidente propôs a transferência de palestinos deslocados para países vizinhos, com os EUA assumindo o controle da região. A ideia foi rejeitada por Egito e Jordânia e amplamente criticada por líderes internacionais.
Além disso, Trump tenta mediar um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, mas sem a participação do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, o que gerou tensão. Líderes europeus manifestaram preocupação com a aproximação entre Trump e Vladimir Putin, enquanto Zelensky criticou a postura americana.
Medidas polêmicas e impacto global
Outras ações de Trump também provocaram reações internacionais. Ele suspendeu a participação dos EUA na Organização Mundial da Saúde (OMS) e no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Além disso, mudou oficialmente o nome do Golfo do México para “Golfo da América” e rebatizou o Monte Denali para McKinley.
O impacto das decisões do novo governo já influencia aliados, como a Argentina, que também suspendeu sua participação na OMS sob proposta do presidente Javier Milei, um apoiador de Trump.
