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Biomédica explica por que caminhar 10 mil passos por dia pode não ser eficaz

Segundo a médica, atividades mais intensas trazem mais benefícios à saúde
Cabelo (foto Reprodução Redes Sociais) 1

Cabelo (foto Reprodução Redes Sociais) 1

Caminhar 10 mil passos por dia pode ser visto como sinônimo de saúde em todo o mundo. No entanto, a biomédica Rhonda Patrick, especialista em longevidade e saúde metabólica, defende que esse hábito pode não trazer os efeitos desejados para quem busca melhorar a resistência física e aumentar a expectativa de vida. As informações são dog1.

Segundo a profissional, esse número de passos, principalmente se realizados em ritmo lento, não provoca grandes mudanças no condicionamento aeróbico. Em entrevista ao podcast School of Greatness, Rhonda foi clara: “Acho que os 10.000 passos deveriam ser substituídos por 10 minutos de exercícios vigorosos por dia.”

Cofundadora do FoundMyFitness Science Podcast e doutora em biomédica com passagens por instituições como o St. Jude Children’s Research Hospital e a UC San Diego, Patrick propõe uma abordagem mais eficaz e direta para quem quer resultados reais.

Exercícios intensos superam longas caminhadas, segundo estudos

A cientista acredita que atividades físicas como musculação, corrida ou treinos funcionais são mais eficientes para otimizar o metabolismo e melhorar a saúde cardiovascular, mesmo se praticadas por menos tempo. Por isso, ela citou uma pesquisa que comparou dois cenário, caminhar 30 minutos seguidos ou realizar 10 agachamentos a cada 45 minutos durante o expediente de trabalho. O segundo método foi mais eficaz na regulação da glicose no sangue, indicador-chave da saúde metabólica.

“Caminhar é melhor do que nada, mas não aumenta o VO₂ máximo de forma significativa”, afirmou Patrick, referindo-se à métrica que avalia a capacidade cardiorrespiratória e está fortemente associada à longevidade.

O VO₂ máximo, segundo a especialista, é um dos melhores preditores de saúde e expectativa de vida. A biomédica mencionou também um estudo clássico liderado pelo cardiologista Benjamin Levine, que demonstrou o impacto negativo do sedentarismo. “Após esse período, a capacidade cardiorrespiratória dos participantes despencou mais do que nos 30 anos seguintes de envelhecimento”, relatou.

Além de debater os 10 mil passos, Patrick também reforça com frequência em seu podcast a importância do consumo adequado de magnésio. A especialista alerta que ingerir menos de 75% da dose recomendada está associado a um risco 76% maior de desenvolver câncer de pâncreas.

O magnésio é crucial para evitar danos ao DNA. Sem níveis adequados, as enzimas não conseguem reparar eficazmente as lesões causadas pelo estresse ambiental e metabólico”, explica.

A biomédica destaca que esse mineral está envolvido em centenas de reações bioquímicas no organismo, como na reparação do DNA e no controle de processos inflamatórios, que são essenciais na prevenção do envelhecimento precoce e de doenças graves. “O efeito protetor é claro e dependente da dose”, conclui.

alfinetei

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