Silveira, o cão comunitário da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, é conhecido por sua presença constante no campus. O cachorro viralizou na última semana nas redes sociais. As informações são do g1.
Com cerca de 10 anos, o animal tem mais de 70 mil seguidores nas redes sociais. O animal é o símbolo do Projeto Zelo UFSM, que cuida de animais abandonados, promove castrações, busca lares responsáveis e educa para a guarda consciente.






“Dos registros que se tem, é que ele está nesse período de dez anos, mas não saberia dizer quando e como ele chegou, porque já ouvimos várias versões. Hoje, como temos uma equipe maior, é muito mais fácil pra conseguir ter essa identificação com os novos animais”, explica Fabiana Stecca, coordenadora do projeto Zelo.
Silveira conquistou não apenas espaço físico, com cama em frente à União Universitária e sofá na Biblioteca Central, mas também o afeto da comunidade acadêmica. O cão recebe diversos apelidos, incluindo “Podrão”, devido ao hábito de dormir em sala de aula. Um vídeo o mostra “participando” de uma aula de capoeira, interagindo com os alunos.
meus registros do maior e melhor que temos (silveira podrao) https://t.co/WXCNZhWZvH pic.twitter.com/an7w56ltug
— manu (@manufrozi) May 18, 2025
Silveira conhece cada canto da UFSM, acompanha alunos entre as aulas e mantém preferências definidas, como os blocos e pessoas a quem gosta de seguir. Durante a pandemia, ele morou temporariamente perto do pronto-socorro do hospital universitário e se aproximou dos motoristas de ambulância, mas retornou à Biblioteca Central com a volta das aulas presenciais.
“Ele sofreu muito com o período da pandemia porque ficamos dois anos sem ter aulas presenciais, então deu aquela esvaziada”, relembra Fabiana. “Muitas pessoas até falam que ele é bem implicante, mas ele é implicante no território dele, então às vezes ele embravece. Apesar de todo o carinho, ele é bem dono do espaço dele”, afirma a coordenadora.
Silveira enfrenta problemas de saúde comuns para sua idade, como artrose, além de ter medo de carros, agulhas e veterinários, o que dificulta tratamentos e medicações. Para garantir o bem-estar do cão, os procedimentos no campus são realizados de forma discreta, sem uniformes e com aplicação local de vacinas. O Projeto Zelo também alerta sobre os cuidados com a alimentação, desestimulando o fornecimento de comida humana aos animais.
Desde 2014, o Projeto Zelo atua na UFSM cuidando de animais abandonados, realizando campanhas de castração, feiras de adoção e ações para arrecadação de recursos, como um brechó sustentável. “A gente vive de doações”, destaca Fabiana. Apesar da popularidade, Silveira ainda não foi adotado, provavelmente pela idade avançada. A equipe do Zelo mantém a esperança de encontrar um lar para o cão.
