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Laudo do IML contradiz amigo de empresário morto em Interlagos e reforça suspeita

Exame toxicológico aponta que Adalberto Amarilio Junior não consumiu álcool nem drogas.
Laudo Do Iml Contradiz Amigo De Empresário Morto Em Interlagos (foto Reprodução Redes Sociais)

Laudo Do Iml Contradiz Amigo De Empresário Morto Em Interlagos (foto Reprodução Redes Sociais)

A investigação sobre a morte de Adalberto Amarilio Junior, encontrado sem vida dentro do Autódromo de Interlagos, na zona sul da capital paulista, ganhou mais um capítulo. O laudo do Instituto Médico Legal (IML), divulgado nesta semana, desmonta a versão apresentada por Rafael Aliste, amigo que estava com o empresário no dia do evento automotivo.

Segundo o documento, Adalberto não havia ingerido bebida alcoólica nem feito uso de maconha, o que vai de encontro direto com o que foi relatado por Rafael à Polícia Civil. No depoimento anterior, ele havia dito que o amigo consumiu “oito latinhas de cerveja e maconha”, e que estaria “muito nervoso, ansioso, agitado e eufórico”.

A contradição chamou ainda mais atenção dos investigadores, especialmente da delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Desde o início, ela havia questionado essa narrativa. “O comportamento descrito por ele não condiz com os efeitos típicos dessas substâncias, que costumam ser sedativos, não estimulantes”, explicou a delegada.

Em um segundo depoimento, Rafael foi submetido a uma técnica de investigação chamada perfilamento criminal, o método envolve uma análise aprofundada do comportamento e das respostas do depoente, conduzida por especialistas como psicólogos, criminologistas e peritos. O objetivo é traçar perfis psicológicos e detectar possíveis incongruências ou intenções ocultas.

Delegada fala sobre o caso

A delegada também reforçou que a tese de acidente ou roubo não se sustenta diante das evidências até agora reunidas. “Não houve queda acidental, tampouco roubo. A vítima não apresentava sinais típicos de acidente e nem teria tirado as próprias roupas. Além disso, ele conhecia bem o circuito, era um piloto experiente de kart. Acreditamos que tentou cortar caminho para chegar ao veículo”, afirmou Ivalda Aleixo.

A principal linha de investigação aponta para a possibilidade de um confronto físico. “Nesse confronto, especula-se que a pessoa poderia ter pressionado Adalberto com o joelho ou sentado nas costas dele, causando uma compressão torácica e fazendo com que o empresário desmaiasse”, detalhou a delegada.

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