Um menino de apenas dois anos morreu após ingerir acidentalmente um produto químico usado para limpar prata, que estava armazenado em uma garrafa pet, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O acidente veio à tona quando Nayara Walker, prima da vítima, compartilhou o relato no intuito de alertar outras famílias sobre os riscos de armazenar produtos tóxicos de forma inadequada.

Segundo Nayara, tudo aconteceu de maneira muito rápida, enquanto os adultos da casa estavam ocupados com tarefas relacionadas à mudança. “A mãe da criança estava fora, a avó cozinhava e o padrasto montava um berço. A garrafa com o produto foi deixada momentaneamente sobre a cama durante o transporte de um eletrodoméstico, o que possibilitou o acesso do menino. Em um segundo, no meio da mudança, ele pegou e tomou”.
O socorro foi acionado imediatamente, e a criança foi levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ibirité e, depois, transferida ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Apesar dos esforços, o menino sofreu duas paradas cardíacas e não resistiu.
Conduta médica
Além do luto, a família agora busca respostas sobre a conduta dos profissionais de saúde que fizeram o primeiro atendimento. Nayara afirma que o menino não recebeu procedimentos básicos para intoxicação. “Não deram nada a ele. Disseram que estava fora de risco, mas o produto continuou agindo no corpo”, denunciou.
Por fim, Nayara fez um apelo. “Não só crianças, até adultos podem se confundir. Qualquer produto tóxico pode ser fatal. A atenção precisa ser redobrada”, alertou.
