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Desemprego no país cai para 6,2% em maio, menor taxa histórica para o mês, diz IBGE

Crescimento do número de trabalhadores ocupados eleva massa salarial a novo recorde
Carteira de Trabalho (foto Reprodução Redes Sociais)

Carteira de Trabalho (foto Reprodução Redes Sociais)

No trimestre encerrado em maio, a taxa de desemprego no Brasil recuou para 6,2%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (27). Trata-se do menor percentual já registrado para o mês de maio desde o início da série histórica em 2012, e a segunda menor taxa geral da série. O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa dos analistas, que projetavam 6,3%. As informações são do Extra.

A resiliência do mercado de trabalho surpreende economistas, sobretudo porque o alto nível da taxa de juros ainda não provocou o esperado impacto negativo na atividade econômica. Alguns especialistas acreditam que a elevação do desemprego poderá se intensificar somente a partir do segundo semestre do ano.

Crescimento do emprego formal e queda no desalento

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado alcançou o recorde de 39,8 milhões, sinalizando um mercado aquecido. Além disso, a quantidade de pessoas desalentadas, que desistiram de buscar emprego, apresentou queda significativa: diminuição de 10,6% em relação ao trimestre anterior e de 13,1% em comparação ao mesmo período de 2024. Esses dados indicam que mais pessoas retornam ao mercado de trabalho.

Apesar do rendimento médio da população ter permanecido estável, a massa de rendimento real habitual, que representa a soma dos salários de todos os trabalhadores, atingiu R$ 354,6 bilhões, um aumento de 1,8% no trimestre, o equivalente a um acréscimo de R$ 6,2 bilhões.

William Kratochwill, analista responsável pela pesquisa, destacou que “Como o rendimento médio real permaneceu estável, consequentemente ocorreu aumento da massa de rendimentos, ou seja, a maior massa de rendimentos resultou quase exclusivamente da expansão do volume de ocupados, e não de aumento do rendimento médio.”

alfinetei

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