Na última quinta-feira (26), o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) deu continuidade às investigações sobre a morte do empresário Adalberto Júnior, de 35 anos, cujo corpo foi localizado em um buraco no Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo. O caso, registrado como homicídio, permanece sem conclusão definitiva.
Adalberto Júnior desapareceu durante um festival voltado a motociclistas, realizado no final de maio no mesmo autódromo. Alguns dias após o evento, o corpo foi encontrado em um buraco com aproximadamente três metros de profundidade, sem calça e sem sapatos. A vítima era casada, não tinha filhos e administrava uma rede de óticas na capital paulista.




Depoimentos e hipótese de ocultação do corpo
Até o momento, 18 dos cerca de 150 seguranças contratados para trabalhar no evento prestaram depoimento ao DHPP. A Polícia Civil busca esclarecer possíveis circunstâncias que envolvam negligência ou responsabilidade da organização do festival. Os investigadores trabalham com a possibilidade de que o corpo de Adalberto Júnior tenha sido colocado intencionalmente dentro do buraco, o que levanta suspeitas de ocultação e homicídio.
O laudo pericial elaborado pela Polícia Técnico-Científica confirmou que a causa da morte foi asfixia mecânica, caracterizando o caso como violento. No entanto, o documento técnico não indicou nenhum suspeito ou autor do crime até o momento. A ausência de testemunhas diretas, bem como a escassez de elementos probatórios, tem dificultado o avanço do inquérito.
