Na quarta-feira (9), o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, foi condenado pela Justiça da Espanha a um ano de prisão, além de ter que pagar uma multa de 387 mil euros (cerca de R$ 2,4 milhões) e ficar proibido de receber qualquer tipo de subsídio público por um período de três anos. A sentença foi divulgada pela agência EFE e se refere a fatos ocorridos durante sua passagem pelo Real Madrid, em 2014. As informações são do O Globo.
Carlo Ancelotti, de 66 anos, foi absolvido de acusações relacionadas ao ano seguinte, 2015. Segundo a imprensa espanhola, o Ministério Público alegou que ele deixou de pagar 1.062.079 euros (cerca de R$ 6,6 milhões) em impostos. A legislação do país, no entanto, prevê que sentenças inferiores a dois anos para crimes sem violência raramente resultam em prisão efetiva para réus sem antecedentes criminais.






Defesa de Carlo Ancelotti no tribunal
Durante o julgamento, realizado nos dias 2 e 3 de abril, Carlo Ancelotti afirmou que não teve intenção de burlar o fisco espanhol. “Eu só estava preocupado em receber o salário líquido de seis milhões por três anos, e nunca percebi que algo estava errado, nem recebi nenhuma notificação de que o Ministério Público estava me investigando”, declarou.
Carlo Ancelotti também afirmou que o modelo de remuneração foi sugerido pelo próprio clube: “Quando o clube me sugeriu, coloquei o Real Madrid em contato com meu consultor. Não lidei com isso porque nunca fui pago dessa forma”. Em outro momento do depoimento, o técnico acrescentou: “Nunca percebi que algo não estava certo”, dizendo ainda que “nunca considerou cometer fraude”.
O treinador, que deve acompanhar a fase final do Mundial de Clubes nos Estados Unidos, também declarou: “Todos os jogadores o fazem”, referindo-se à prática adotada por outros atletas e técnicos, como José Mourinho.
A condenação diz respeito à omissão de Carlo Ancelotti no pagamento de impostos sobre os rendimentos recebidos por direitos de imagem no ano de 2014.
