Na quinta-feira, 10 de julho, uma menina de 11 anos perdeu a vida ao cair de um penhasco no Cânion Fortaleza, localizado dentro do Parque Nacional da Serra Geral, em Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul. A tragédia ocorreu próximo à divisa com Santa Catarina, em um dos pontos mais altos da região. O local é conhecido pelas paisagens impressionantes, com formações rochosas e paredões de grande altura.
O Parque Nacional da Serra Geral é uma unidade de conservação do bioma Mata Atlântica e possui cerca de 17 mil hectares sob a gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A área preserva um vasto conjunto de vales, escarpas e biodiversidade. De acordo com o instituto, “o relevo e os aspectos naturais característicos da região refletem uma série de atributos cênicos, histórico-culturais e de biodiversidade que justificam plenamente a sua conservação e o manejo sustentável de seus recursos”, afirmou o ICMBio.



Área aberta à visitação e com trilhas sinalizadas
Ao lado do Parque da Serra Geral, há o Parque Nacional de Aparados da Serra, com características semelhantes. Juntos, os dois parques somam cerca de 30 mil hectares. Embora o foco da área não seja o turismo em massa, a visitação é autorizada, seguindo diretrizes de preservação ambiental.
A entrada nos parques é gratuita, e entre os atrativos mais procurados estão trilhas como a do Mirante do Fortaleza, ponto exato onde ocorreu o acidente, além das trilhas da Pedra do Segredo e da Borda dos Cânions. A gestão dos serviços de apoio aos visitantes no Cânion Fortaleza é feita pela empresa Urbia, que se manifestou sobre o caso. “A empresa concentrou todos seus esforços no apoio às autoridades durante o resgate, que se iniciou imediatamente após a equipe da concessionária ter sido informada do acidente. A companhia segue cooperando com as investigações sobre o caso”, informou a Urbia, que também declarou que manteria o local fechado nesta sexta-feira, 11, como sinal de luto.
O site oficial do ICMBio fornece orientações claras aos visitantes. Entre as recomendações estão: não levar animais de estimação, evitar churrascos e fogueiras e usar roupas adequadas para caminhadas, inclusive em caso de chuva. Também é aconselhado levar alimentos e água, já que não há lanchonetes ou restaurantes na área. O instituto reforça a responsabilidade individual dos visitantes quanto à própria segurança, lembrando que as trilhas são autoguiadas e contam com sinalização informativa sobre os riscos.
“Se você não tem experiência com atividades ao ar livre, procure centros excursionistas, empresas de ecoturismo ou condutores credenciados”, orienta o instituto. “Visitantes inexperientes podem causar grandes impactos sem perceber e correr riscos desnecessários”, acrescentou o ICMBio em seu guia de conduta consciente para ambientes naturais.
