Na manhã de segunda-feira, 21 de julho, uma tragédia abalou a cidade de Hortolândia, no interior paulista. Uma menina de dois anos morreu depois de ser atacada pelo pitbull da própria família. O caso aconteceu dentro da residência onde a criança morava com a mãe, no bairro Jardim Amanda.
Vizinhos relataram ter escutado gritos de desespero e chamaram a Polícia Militar. Para conter o ataque, os policiais precisaram atirar três vezes contra o animal. A menina foi socorrida imediatamente e levada em estado crítico para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, mas não resistiu aos ferimentos.

Polícia investiga causas do ataque
A Polícia Civil abriu inquérito e registrou o caso como lesão corporal seguida de morte. A investigação tenta esclarecer o que provocou a reação do pitbull, que estava com a família há cerca de dois meses. Segundo os primeiros relatos, o cão era tido como tranquilo e nunca havia mostrado sinais de agressividade.
Peritos estiveram no local para analisar as condições em que tudo aconteceu, além de avaliar a atuação dos policiais que usaram força letal para conter o animal. Mesmo baleado, o cachorro sobreviveu e foi encaminhado para atendimento veterinário. Ele permanece sob observação.
Abalada com o ocorrido, a família optou por não divulgar declarações públicas. A notícia comoveu moradores da região e reacendeu o debate sobre a criação de raças consideradas perigosas em ambientes domésticos, especialmente quando há crianças pequenas na casa.
“É uma situação extremamente triste. Ainda estamos tentando entender o que pode ter levado o animal a reagir dessa forma”, afirmou um morador que preferiu não se identificar.
