Durante uma missa celebrada na última terça-feira, dia 29, em uma igreja católica de Uberlândia, Minas Gerais, o nome de Ozzy Osbourne foi mencionado entre os falecidos homenageados, gerando surpresa e repercussão nas redes sociais. A cerimônia era dedicada às almas de pessoas recentemente falecidas ou em memória do sétimo dia, e alguém entre os fiéis teria incluído o nome do lendário vocalista do Black Sabbath na lista.
Ao ler as intenções, o padre mencionou o nome de Ozzy como se ele tivesse morrido em 22 de julho, supostamente em Birmingham, na Inglaterra. O episódio rapidamente viralizou, e não ficou claro se o sacerdote tinha consciência de quem era o artista ou se foi vítima de uma pegadinha feita por algum participante da celebração.




“Príncipe das Trevas” com raízes cristãs
Conhecido mundialmente como “Príncipe das Trevas”, apelido que ganhou ainda nos tempos em que liderava a banda Black Sabbath, Ozzy Osbourne sempre teve uma relação ambígua com a religião. Apesar da fama de polêmico e da estética sombria, o cantor britânico se dizia cristão e já afirmou ter sido batizado e criado dentro da fé cristã.
Ozzy costumava usar suas músicas e apresentações, principalmente no início da carreira, como forma de criticar a hipocrisia e os julgamentos morais presentes em instituições religiosas. “Fanáticos por Jesus Cristo” eram alvo frequente de suas críticas, conforme lembrou o site Whiplash, especializado em rock e heavy metal.
Em 1988, o cantor levou a provocação a um nível ainda mais explícito. Em protesto contra um pastor conservador, colocou 60 porcos dentro de uma igreja cenográfica, em uma das ações mais simbólicas de sua trajetória de embate com o moralismo religioso.
e na missa hoje que alguém pediu oração de sétimo dia para o OZZY OUSBORNE pic.twitter.com/T5u5qtTcyV
— Oi nilp. (@plinioags) July 29, 2025
