Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, descreveu como “lastimável, revoltante e repugnante” a acusação contra seu tio, Gilberto Firmo Ferreira. Ele foi detido na última sexta-feira (1º/8) em Ceilândia (DF) por guardar e difundir pornografia infantil. Ele foi liberado sob fiança após audiência de custódia e responderá ao processo em liberdade.
Michelle declarou em um comunicado que não tem contato com o parente há mais de 18 anos e que, caso as alegações sejam confirmadas, deseja que ele “pague na íntegra pelo que fez”. Ela afirmou repudiar “veementemente” crimes contra crianças e adolescentes, enfatizando que a responsabilização deve se estender “inclusive a parentes que pratiquem qualquer tipo de violação aos valores humanos fundamentais”.




A ex-primeira-dama, que se encontra em missão no Pará neste sábado (2/8), expressou ter recebido a notícia com “indignação e profunda tristeza” e condenou qualquer tentativa de associar sua imagem ao incidente. “Rejeito com veemência qualquer tentativa de vincular meu nome ou minha reputação pessoal e profissional a ações realizadas por terceiros, sejam eles parentes ou não”, declarou.
Prisão
A prisão de Gilberto Firmo foi realizada pela Polícia Civil de Goiás em parceria com agentes do Distrito Federal durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão. Segundo a investigação, ele armazenava e compartilhava centenas de arquivos digitais com cenas de exploração sexual infantil. O celular do acusado foi apreendido e será periciado.
Denúncias
O caso teve início a partir de informações repassadas por um órgão não governamental dos Estados Unidos às autoridades brasileiras, com apoio da Polícia Federal. Gilberto, de 52 anos, deverá responder pelos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, que estabelece pena de um a quatro anos de reclusão, além de multa.
Michelle encerrou a nota reafirmando seu compromisso com a defesa dos mais vulneráveis e disse que continuará “orando” para que o parente “abandone toda e qualquer prática ilícita e impura”. As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil do DF.
