Contribuintes do Simples Nacional e microempreendedores individuais (MEIs) ganharam uma nova alternativa para lidar com suas dívidas fiscais. Desde o dia 5 de agosto, está disponível uma funcionalidade que permite a escolha da quantidade de parcelas no momento da solicitação do parcelamento ordinário, segundo informou a Receita Federal.
A ferramenta já pode ser acessada tanto pelo Portal do Simples Nacional quanto pelo Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC). A proposta é oferecer maior controle sobre os débitos tributários, dando ao contribuinte a possibilidade de adaptar o parcelamento à sua realidade financeira.


Nova opção garante mais autonomia no planejamento de pagamento
Com a atualização do sistema, os pequenos empresários agora têm liberdade para escolher o número de parcelas com que desejam quitar os débitos, desde que respeitado o limite máximo de 60 prestações. Os valores mínimos permanecem os mesmos: R$ 300 para empresas enquadradas no Simples Nacional e R$ 50 para os microempreendedores individuais.
A Receita considera a medida um avanço importante para os pequenos negócios, já que a maior flexibilidade no parcelamento contribui para um melhor planejamento financeiro. Segundo o órgão, a mudança permite que os contribuintes tenham mais previsibilidade em relação ao fluxo de caixa e consigam manter as obrigações tributárias em dia com mais tranquilidade.
“A iniciativa representa um avanço na gestão financeira dos pequenos negócios, uma vez que proporciona maior previsibilidade no fluxo de caixa e facilita o cumprimento das obrigações fiscais”, afirmou a Receita Federal em comunicado.
A medida deve beneficiar principalmente os MEIs e empresas de menor porte que, muitas vezes, enfrentam dificuldades para arcar com os débitos em prazos fixos e sem possibilidade de negociação mais personalizada.
Com essa nova funcionalidade, os contribuintes não apenas ganham mais liberdade para definir como e quando pagar suas dívidas, como também podem evitar a inadimplência e as consequências fiscais associadas, como restrições ao CNPJ e dificuldades em participar de licitações ou obter financiamentos.
A Receita orienta que os interessados em aderir ao parcelamento consultem previamente seus débitos nos canais oficiais e façam simulações com base na sua capacidade de pagamento, antes de formalizar a solicitação.
