Na noite de terça-feira (5), um jovem de 18 anos foi vítima de uma agressão violenta em São Caetano do Sul, na Região Metropolitana de São Paulo. A confusão aconteceu nas proximidades da Escola Estadual Bonifácio de Carvalho Coronel, a cerca de 250 metros da instituição.
A vítima sofreu ataques com faca e barras de ferro, foi socorrida e está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular da cidade. A Polícia Civil investiga se o caso tem relação com racismo. As informações são do g1.


Câmera de segurança registrou a ação dos agressores, que desferiram socos, chutes e golpes com objetos cortantes contra o estudante. Entre os suspeitos, há uma mulher de 19 anos, colega da vítima, que relatou no boletim de ocorrência uma discussão motivada por supostas ofensas racistas.
Detalhes da agressão contra jovem
Mesmo ferido, o estudante conseguiu escapar e pediu ajuda em um comércio próximo. Comerciantes acionaram o resgate após encontrar o rapaz com ferimentos graves na cabeça e bastante ensanguentado. O jovem permanece em estado estável na UTI.
A Guarda Civil Municipal localizou e deteve três suspeitos a aproximadamente um quilômetro do local da agressão: a estudante de 19 anos, um homem de 25 e um adolescente. Com o grupo foram apreendidos uma faca, uma barra de ferro e um porrete. Eles foram encaminhados à delegacia da cidade.
Segundo relato da vítima, ameaças vinham acontecendo há cerca de duas semanas por parte da colega de classe, que o acusava de racismo. Conforme o jovem, a mulher iniciou o ataque fora da escola e depois convocou outras pessoas para continuar a agressão. Os suspeitos admitiram participação no crime, e um deles confessou ter desferido golpes na perna e no peito da vítima, além de ter ido armado para proteger a colega de uma suposta agressão.
Os três foram indiciados por tentativa de homicídio. Após audiência de custódia, somente a estudante foi liberada pela Justiça.
A Secretaria Estadual da Educação informou que a discussão começou pela internet e lamentou o episódio, ressaltando a oposição a qualquer forma de violência. A pasta afirmou que a Diretoria de Ensino de São Bernardo do Campo e a gestão escolar prestam apoio ao estudante e à família, além de disponibilizar um psicólogo do programa Psicólogos nas Escolas para atendimento à comunidade escolar. O caso está sendo acompanhado pelo Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva).
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