A mansão construída sobre um penhasco em Croyde, Devon, no litoral da Inglaterra, conhecida como “a casa mais triste do mundo”, foi finalmente vendida. O imóvel ficou marcado por mais de uma década de dificuldades para seu proprietário, que transformou o projeto em um símbolo de dor pessoal e perdas financeiras.
A residência ganhou notoriedade internacional após aparecer em outubro de 2019 em um episódio do programa “Grand Designs”, do Channel 4. A história por trás da obra emocionou telespectadores e viralizou nas redes sociais.

A casa foi herdada por Edward Short, executivo da indústria musical hoje com 52 anos. Décadas depois, ele decidiu demolir a antiga construção da família e levantar uma mansão moderna no local, aproveitando a vista privilegiada para a Baía de Croyde. Inspirada no design de um farol, a nova propriedade ocupa 12 mil metros quadrados e conta com cinco quartos.
O projeto, no entanto, se transformou em um tormento. A construção levou 12 anos e coincidiu com o divórcio de Edward, que ele próprio associou ao estresse causado pela obra. Ao longo do processo, acumulou dívidas que chegaram ao equivalente a R$ 47,7 milhões. Desiludido, passou a enxergar a mansão como um peso, nunca chegou a morar nela e a família passou a tratá-la como um imóvel “amaldiçoado”.
Venda após anos no mercado
Em 2022, Edward anunciou a propriedade por R$ 75 milhões, mas não encontrou interessados. O preço precisou ser reduzido gradualmente até atingir R$ 38 milhões, valor que, embora representasse um desconto expressivo, ainda não seria suficiente para quitar toda a dívida. Foi apenas nesse patamar que um comprador apareceu.
Apesar de todo o sofrimento, Edward mantém esperança de um dia recuperar a casa que nunca conseguiu desfrutar. De acordo com o jornal Daily Star, ele afirmou que pretende recomprar o imóvel “quando ganhar na loteria”.
