No domingo, 25 de agosto, um batizado realizado em uma igreja no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro, acabou em polêmica. Segundo os familiares, o padre teria se recusado a pronunciar o nome da criança durante a cerimônia por considerar que ele não era de origem cristã.
“Ele chamou a minha sogra antes de começar o batismo e disse que ele não falaria o nome da nossa filha, porque não era um nome cristão (…) e estava ligado a um culto religioso”, contou a mãe, Marcelle Turan.

Denúncia e investigação
O padre negou as acusações feitas pela família. O caso foi registrado na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância como preconceito por raça, cor ou religião.
A criança recebeu o nome de Yaminah. De acordo com informações do G1, o termo tem origem no árabe e deriva de “Yameen”, que significa “direita” ou “lado direito”. Na tradição do Oriente Médio, essa palavra representa sorte, bênção e força.
Quando usado no feminino, o nome Yamīnah é associado a “aquela que é abençoada ou afortunada”. Embora incomum no Brasil, é bastante frequente em comunidades muçulmanas ao redor do mundo.
