Ricardo Jardim, acusado de assassinar e desmembrar sua companheira e deixar partes do corpo em uma mala na rodoviária de Porto Alegre, teria se baseado no famoso “Crime da Mala“, que aconteceu em 1928 em São Paulo. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indica que o publicitário de 65 anos possui características de psicopatia e manifestou desejo de replicar a tragédia histórica.
Segundo as investigações, o modus operandi do crime na capital gaúcha guarda semelhanças notáveis com o caso de 1928, no qual o imigrante italiano Giuseppe Pistone assassinou e esquartejou sua esposa, ocultando o corpo em uma mala abandonada na Estação da Luz, no centro da capital paulista.




Caso atual
No caso atual, Ricardo Jardim também esquartejou a vítima e descartou o tronco em uma mala no guarda-volumes da rodoviária, que foi descoberto após funcionários sentirem um forte odor. Braços e pernas da mesma mulher já haviam sido encontrados em sacos de lixo na Zona Leste da cidade, no fim de agosto.
Motivações e histórico
A motivação do crime em Porto Alegre seria principalmente econômica, com suspeito tentando realizar saques na conta da vítima e usando o celular dela para enganar amigos e familiares sobre seu paradeiro.
Ele foi condenado em 2018 por matar e concretar sua própria mãe em 2015, também por razões financeiras, ao se apropriar de um seguro de vida no valor de R$ 400 mil. Ricardo havia avançado para o regime semiaberto em 2024 e estava foragido desde o mês de abril.
O planejamento meticuloso do suspeito incluiu o uso de disfarces, documentos falsos e pistas enganosas, como um bilhete com dados de um escritório de contabilidade em Canoas (RS) e a tentativa de incriminar terceiros, deixando um documento de outra pessoa para buscar a mala.
O homem, descrito como “extremamente educado” e inteligente pela polícia, admitiu ter ocultado o cadáver da mãe no passado, mas negou o assassinato. A Polícia Civil segue investigando o caso.
