Na última quarta-feira, 11, Ingrid Guimarães abriu o coração ao participar do programa MaterniDelas, do podcast PodDelas, e comentou sobre a relação da filha, Clara Machado, de 15 anos, com um de seus trabalhos mais marcantes no cinema. A atriz revelou que a jovem sente vergonha pelo fato de ela ter interpretado uma personagem que trabalha em um sex shop no filme De Pernas pro Ar, além de já ter vendido vibradores como parte da divulgação da obra.
Segundo Ingrid, Clara nunca assistiu ao longa e ainda não sabe como lidar com o tema. A artista contou que precisou ter uma conversa aberta com a filha sobre o assunto. “Tive que explicar para ela [Clara] que a mamãe vende um vibrador. Ela falou: ‘Mãe, eu tenho muita vergonha quando você fala disso. Minhas amigas todas te seguem’”, compartilhou.


A conversa entre mãe e filha
A atriz explicou que, apesar da reação inicial, buscou mostrar à filha a importância de falar abertamente sobre sexualidade. “[Falei para ela] olha só: quando você for mais velha, você vai entender a importância do vibrador e agradecer a mamãe por falar desse assunto. Ela já viu todos os meus filmes, menos o De Pernas pro Ar”, relatou.
Durante a entrevista, Ingrid destacou que o diálogo é constante dentro de casa. “A gente conversa muito. Ela faz terapia desde os 4 anos. [Expliquei que é] um filme que fiz e mudou a minha carreira”, continuou. A atriz disse ainda compreender o desconforto da filha em abordar certos temas. “Ela não gosta muito de [falar sobre] orgasmo… não é hora ainda de falar disso. Entendo ela não querer ver De Pernas pro Ar. Eu nunca deixei, mas todas as amigas dela já viram”, comentou.
Mudança de perspectiva
Com o passar do tempo, Clara começou a perceber como o trabalho da mãe é reconhecido por outras mulheres. “Agora que ela está com 15 anos, entendeu que as mães elogiam os meus vídeos. Diz: ‘Mãe, minha professora é sua fã!’, ‘Fulana é louca por você…’. Está vendo que a mãe é validada pelo que fala também, mas tomo o maior cuidado para não expô-la”, falou Ingrid.
A atriz reforçou que, embora a filha ainda mantenha certo desconforto, a convivência com diferentes referências femininas tem ajudado a adolescente a enxergar com outros olhos a relevância do trabalho da mãe no cinema e também na forma como aborda temas delicados de maneira natural e bem-humorada.
