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Brasil adota nova diretriz de pressão arterial e muda limites de alerta; confira

Pressão a partir de 12 por 8 agora é pré-hipertensão, com foco em mudanças de estilo de vida antes de medicação
Brasil adota nova diretriz de pressão arterial e muda limites de alerta; confira

O Brasil atualizou os parâmetros de hipertensão arterial, seguindo mudanças recentes da Europa e dos Estados Unidos. Com as novas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), a pressão arterial a partir de 120/80 mmHg passa a ser considerada pré-hipertensão.

Essa quantidade sinaliza necessidade de medidas de prevenção, como hábitos alimentares saudáveis, prática de atividade física, controle do sal e estresse. A hipertensão oficial permanece a partir de 140/90 mmHg.

O que muda na prática

  • Pré-hipertensão (120–139/80–89): foco em prevenção, sem necessidade de remédios inicialmente.
  • Hipertensão acima de 130/80: avaliação médica obrigatória; medicação pode ser indicada se mudanças de hábitos não forem suficientes em três meses.
  • Medição precisa da pressão agora inclui MAPA (monitoramento ambulatorial) e MRPA (medição residencial), reduzindo erros do “jaleco branco”.

Na faixa de pré-hipertensão, medicação não é necessária inicialmente, mas mudanças de estilo de vida são recomendadas. Já pacientes com pressão acima de 130/80 mmHg, especialmente os de alto risco cardiovascular, devem passar por avaliação médica e podem necessitar de remédios se os ajustes nos hábitos não forem suficientes após três meses.

Medição precisa é essencial

As diretrizes destacam a importância de medições fora do consultório para evitar o chamado efeito “jaleco branco”, quando a pressão aumenta por nervosismo. Duas ferramentas são recomendadas:

  • MAPA: monitoramento ambulatorial de 24h, medindo a pressão a cada 20 minutos.
  • MRPA: medição residencial, feita pelo paciente em casa, de manhã e à noite, por cinco dias.

Essas medidas aumentam a precisão do diagnóstico e do acompanhamento, permitindo identificar pacientes em risco antes que complicações ocorram.

Por que a mudança é importante

Estudos mostram que indivíduos com pressão entre 120/80 e 140/90 já apresentam maior risco de doenças cardiovasculares. No Brasil, em 2024, foram registradas 365.952 mortes por doenças do aparelho circulatório, e a hipertensão foi o principal fator de risco em mais da metade dos casos. A atualização das diretrizes reforça a importância de prevenção precoce, detecção e acompanhamento próximos, especialmente em mulheres jovens e pessoas com fatores de risco familiares ou histórico de doenças cardíacas.

Segundo especialistas, o controle da pressão desde os estágios iniciais melhora o prognóstico, reduz a probabilidade de AVC e infarto, e contribui para uma melhor qualidade de vida ao longo do tempo.

alfinetei

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