A polícia da província de Ibaraki, no Japão, prendeu nesta quinta-feira (25/9) Keiko Mori, de 75 anos, sob a acusação de abandono de cadáver. A idosa teria mantido o corpo de uma filha em um freezer por cerca de duas décadas. O caso veio à tona depois que ela mesma procurou a polícia, acompanhada de um parente, e revelou ter escondido os restos mortais dentro de casa.
Os investigadores foram até a residência de Mori e encontraram o corpo de uma mulher adulta, identificado como sendo de Makiko, nascida em 1975 e que teria atualmente 49 ou 50 anos. O cadáver estava vestido com camiseta e calcinha, ajoelhado de bruços no interior do freezer. “Disse que era sua filha”, confirmou um porta-voz da polícia, segundo a imprensa local, acrescentando que “a decomposição estava avançando”. Uma autópsia deve esclarecer a causa da morte.

Segundo os relatos, Mori contou que decidiu comprar o eletrodoméstico após perceber que o mau cheiro do corpo tomava conta da casa. A suspeita vivia sozinha desde a morte recente do marido e tinha outros filhos, mas a polícia não detalhou quantos, nem o que ela dizia a eles sobre Makiko.
Investigação em andamento
A idosa foi detida formalmente por abandono de cadáver. Até o momento, não há indícios de como a filha morreu nem por que o corpo permaneceu escondido por tanto tempo. O caso, considerado um dos mais macabros dos últimos anos na região, segue em investigação pelas autoridades japonesas.
